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Correio da Manhã

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NATO ASSUME COMANDO EM CABUL

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) assumiu esta segunda-feira o comando da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) em Cabul, capital do Afeganistão, dando início à sua primeira operação militar fora da Europa em 54 anos de existência.
11 de Agosto de 2003 às 13:16
General Götz Gliemeroth, novo comandante da ISAF, nomeado pela NATO
General Götz Gliemeroth, novo comandante da ISAF, nomeado pela NATO FOTO: d.r.
A decisão foi tomada no passado dia 16 de Abril e reforça a nova estratégia de defesa multi-polar assumida pela Aliança desde os atentados de 11 de Setembro de 2001 em Washington e Nova Iorque. O comando da ISAF foi transferido esta manhã do general alemão Norbert van Heyst para o seu compatriota general Götz Gliemeroth, numa cerimónia que contou com a presença em Cabul do ministro alemão da Defesa Peter Struck. Na ocasião, o ministro afirmou que a missão de segurança em Cabul ainda tem muito trabalho, para garantir que o Afeganistão não volte a servir de plataforma para organizações terroristas. Esta cerimónia marcou mais um momento importante na História da NATO, mais um passo dado na reabilitação estratégica da organização no cenário pós-Guerra Fria.
De acordo com o ‘site’ da NATO, a organização limita-se a assumir o comando da missão de segurança em Cabul, alterando em nada as características da operação, que continuará inclusive a ter a mesma designação e bandeira (ISAF). A operação envolve 5.537 militares de 31 países (95% são países da NATO), sendo os maiores contingentes procedentes do Canadá (1.900) e da Alemanha (1.500).
A missão da ISAF está circunscrita a Cabul, mas os Estados Unidos da América querem que seja alargada a mais províncias afegãs. Mark Laity, porta-voz da NATO, disse que a organização está disposta a analisar a expansão desta operação de paz, mas sublinhou que, para já, ela vai manter-se como está. Washington inverteu recentemente a sua política de manter a ISAF em Cabul, reservando para os seus soldados o restante território afegão (onde procuram militantes da al-Qaeda e membros do antigo regime Talibã). Esta nova posição norte-americana está relacionada com o desejo de que a NATO assuma um maior protagonismo no Iraque, onde os soldados norte-americanos estão sob forte pressão armada.
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