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NATO firme contra Kadhafi

A NATO mantém o plano previsto para eventual operação militar na Líbia apesar do cessar-fogo declarado por Muammar Kadhafi, assegurou ontem a porta-voz da Aliança, Carmen Romero.
19 de Março de 2011 às 00:30
Navios aliados no Mediterrâneo prosseguem com os planos de ataque
Navios aliados no Mediterrâneo prosseguem com os planos de ataque FOTO: Jean-Paul Pelissier/Reuters

Na primeira declaração após o anúncio de tréguas, o presidente norte--americano, Barack Obama, reiterou que o líder líbio tem de parar imediatamente os ataques contra civis.

"O planeamento continua", salientou Romero, sublinhando que os países aliados estão a ultimar os preparativos com vista ao estado de prontidão, no caso de actuação militar no âmbito da resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada quinta-feira. As autoridades militares aliadas poderão finalizar amanhã o plano para impor uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, uma das opções contidas na resolução para travar os bombardeamentos do regime de Kadhafi contra os rebeldes. Espanha e Itália disponibilizaram já bases para os caças aliados, com o governo de Madrid a pedir autorização às Cortes para participar também com homens e meios militares. Analistas avançam que os alvos aliados serão aviões, bases e sistemas de comunicações.

O eco de tréguas suscitou resposta aliada. Na Alemanha, que não participará no ataque, Angela Merkel considerou o anúncio "encorajador" mas Obama afirma que Kadhafi só tem uma opção: parar os ataques contra civis indefesos.

PORTUGAL NÃO VAI PARTICIPAR

O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, afirmou ontem, no Parlamento, que Portugal não participará numa eventual operação militar de interdição do espaço aéreo líbio.

Segundo o ministro, "do ponto de vista político", Portugal "tem de ver qual é o quadro e a natureza da missão que mais ajuda aos objectivos políticos de cessar-fogo, diálogo político e transição pacífica". "Nesse quadro, o Governo português não equaciona propor a participação portuguesa na operação militar", sublinhou, acrescentando que "em devido tempo, Portugal manifestou sim disponibilidade para participação em caso de ajuda humanitária". Refira-se que Portugal votou a favor da resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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