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Correio da Manhã

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NATO não será arrastada para corrida ao armamento

A Aliança Atlântica decidiu desde setembro de 2014 realizar um reforço militar sem precedentes.
24 de Junho de 2015 às 14:28
O secretário-geral da NATO Jens Stoltenberg
O secretário-geral da NATO Jens Stoltenberg FOTO: EPA
A NATO "não será arrastada numa corrida ao armamento", assegurou esta quarta-feira o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, adiantando que o reforço militar em curso é puramente defensivo face aos "atos agressivos na Europa" da Rússia.

"A NATO não será arrastada numa corrida ao armamento, mas devemos manter os nossos países em segurança", declarou Stoltenberg antes de uma reunião dos ministros da Defesa da Aliança Atlântica em Bruxelas.

"Anexar uma parte de um território não é defensivo, é um ato de agressão", disse, referindo-se à península ucraniana da Crimeia anexada pela Rússia. Stoltenberg assinalou também que "a Rússia continua a enviar tropas, forças, equipamentos para desestabilizar o leste da Ucrânia". "Não há qualquer dúvida de que a Rússia é responsável por atos agressivos na Europa", adiantou.

"A NATO deve responder quando o ambiente de segurança muda", disse, lembrando que mudou a leste da Aliança, mas igualmente a sul, nomeadamente com a emergência do grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

A Aliança Atlântica decidiu desde setembro de 2014 realizar um reforço militar sem precedentes, multiplicando os exercícios e criando uma força de reação rápida que poderá ser destacada em 48 horas, devendo ainda aumentar de 13.000 para cerca de 40.000 os efetivos que integram a sua força de resposta (NRF).

Estas medidas foram criticadas por Moscovo e alguns temem um regresso aos tempos da Guerra Fria. São medidas "defensivas, proporcionais e conformes a todas as nossas obrigações internacionais", afirmou Stoltenberg.
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