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Correio da Manhã

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NAUFRÁGIO TRÁGICO NO AMAZONAS

Pode chegar perto de cem o número de vítimas fatais do naufrágio de umbarco de passageiros no Rio Pará, no interior da selva amazónica, ocorrido na noite de terça-feira, provavelmente devido a excesso de peso.
19 de Dezembro de 2002 às 00:00
Duzentas pessoas conseguiram salvar-se nadando até terra firme ou resgatadas pelas equipas de salvamento, mas pelo menos 85 continuam desaparecidas e outras cinco já tiveram a morte oficialmente confirmada.

O "D. Luís XV" saiu do porto da cidade de Manaus, capital do estado de Amazonas, na sexta-feira, rumo a Belém, capital do estado do Pará e naufragou no final da noite de terça-feira perto da cidade de Barcarena, a menos de um dia do destino. Embora tivesse autorização para transportar apenas 140 pessoas, o "D. Luís XV" tinha no seu registo de passageiros perto de 300, mas o número de pessoas que transportava poderá ser maior, pois é normal viajar muita gente sem registo neste tipo de embarcação.

Equipas de salvamento foram enviadas desde Belém e das pequenas cidades no interior da selva, mas boa parte dos sobreviventes salvou-se nadando até uma das pequenas ilhas que povoam os largos e profundos rios da Amazónia. O Rio Pará, como outros da região, está cheio de crocodilos e grandes cardumes de piranhas, o que a cada hora que passa torna cada vez mais remota a possibilidade de encontrar com vida os passageiros ainda desaparecidos.

A maioria dos barcos que fazem o transporte de passageiros entre as cidades incrustadas no coração da selva e que têm como única via de acesso o próprio rio, navega em condições muito precárias. Na viagem de cinco ou seis dias consecutivos, os passageiros dividem o espaço com animais e carga e o piloto da embarcação tem de confiar nos seus olhos para se desviar de bancos de areia e de enormes troncos.
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