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Correio da Manhã

Mundo

NAVIO COM COMBUSTÍVEL AFUNDA-SE EM ALGECIRAS

Uma barcaça afundou-se ontem na Baía de Algeciras, no Sul de Espanha, devido ao mau tempo, provocando a morte do comandante da embarcação. As autoridades adoptaram medidas de prevenção para evitar uma maré negra, mas tudo indica que o derrame de combustível registado não representa perigo para o ambiente.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
Segundo as autoridades marítimas espanholas, a barcaça “Spabunker IV” estava a ser rebocada para o porto, na madrugada de ontem, quando foi atingida por uma onda de grandes dimensões, que provocou o seu afundamento. Dois tripulantes ainda foram resgatados com vida, mas o comandante do navio morreu afogado, tendo o corpo sido recolhido a meio da tarde de ontem. O acidente ocorreu numa altura em que se registavam condições meteorológicas adversas, com rajadas de vento muito fortes e ondas com cerca de quatro metros.

O governo espanhol enviou imediatamente para o local meios de contenção de poluição e solicitou o auxílio de um dos navios que combatem a maré negra provocada pelo “Prestige” na Galiza. As autoridades temem que o combustível transportado pela barcaça – cerca de mil toneladas – escape dos tanques e provoque uma maré negra. Ontem à tarde chegou a ser detectada uma mancha de combustível com cerca de um quilómetro de diâmetro, que foi prontamente contida, mas as autoridades acreditam que se trata de combustível proveniente dos próprios tanques do navio, e não da carga transportada pela embarcação.

O comandante do “Prestige”, que se encontra detido a aguardar julgamento na Galiza, pediu, entretanto, desculpa a todas as pessoas afectadas pela tragédia ambiental provocada pelo derrame de combustível daquele petroleiro. Numa carta aberta enviada à Federação Internacional de Transportes, Apostolos Mangouras afirma que a tragédia é um “estigma” que o acompanhará toda a vida.

ACTIVISTA PORTUGUÊS LIBERTADO

Um activista português do movimento ecologista Greenpeace que havia sido detido segunda-feira durante um protesto no porto de Gibraltar, no sul de Espanha, foi ontem libertado.

Laura Perez, membro da representação da Greenpeace em Espanha, disse à agência Lusa que o português Luís Ferreirim e outros três membros da organização, detidos na sequência da acção de protesto que realizaram segunda-feira ao subirem a bordo do navio "Vegamagma”, foram libertados durante a tarde de ontem. Com Luís Ferreirim, que colabora com a Greenpeace há um ano, haviam sido detidos um espanhol, um argentino e um australiano.

Na operação, que teve por objectivo protestar contra a presença contínua de navios de casco simples na baía de Algeciras, onde se situa Gibraltar, os quatro activistas subiram a bordo do cargueiro e desenrolaram faixas em espanhol e inglês onde se lia "Perigo Petróleo", antes de serem detidos pelas autoridades locais.

“Os activistas já se encontram a bordo do navio da Greenpeace”, assegurou a responsável do movimento ecologista
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