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Correio da Manhã

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Navios a postos para retirar lusos

Portugal enviou ontem para a Guiné-Bissau dois navios de guerra e um avião, que ficarão de prevenção na região para intervir mais rapidamente se for necessário retirar os cidadãos portugueses.
16 de Abril de 2012 às 01:00
‘Vasco da Gama’ (na foto) e ‘Batista de Andrade’ a caminho de Bissau
‘Vasco da Gama’ (na foto) e ‘Batista de Andrade’ a caminho de Bissau FOTO: d.r.

A Força de Reacção Imediata (FRI) é composta pela fragata ‘Vasco da Ga-ma’ e pela corveta ‘Batista de Andrade’, que são acompanhadas pelo navio de apoio logístico Bérrio e por um avião P-3 Orion, especializado em vigilância aérea. O envio de meios militares está relacionado com o aumento do nível de prontidão da FRI decidido na sexta--feira, e os militares não têm para já qualquer missão definida. "O objectivo é ficarmos mais próximos da Guiné-Bissau caso venha a ser necessário proceder a uma evacuação de cidadãos portugueses e de outras nacionalidades", afirmou à agência Lusa fonte do Ministério da Defesa.

O envio da FRI para próximo da Guiné-Bissau surge depois de a CPLP ter decidido pedir à ONU o envio de uma força de interposição para a Guiné-Bissau, não sendo de descartar que estes meios venham a fazer parte de tal missão.

No terreno, a situação continua confusa. Ao que o CM apurou junto de fontes em Bissau, o Comando Militar que levou a cabo o golpe de Estado estará a pressionar o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e o presidente interino Raimundo Pereira a assinarem documentos resignando aos respectivos cargos.

Entretanto, militares carregaram ontem sobre dezenas de jovens que participavam numa manifestação a favor da paz no centro de Bissau, fazendo vários feridos.

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