Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
2

Nível das águas do Reno continua a baixar com aumento das restrições à navegação

Perto da fronteira da Alemanha com os Países Baixos, registou-se esta segunda-feira um nível de água de apenas quatro centímetros.
Lusa 15 de Agosto de 2022 às 15:07
Rio Waal, um dos braços do rio Reno, em Nijmegen, nos Países Baixos
Rio Waal, um dos braços do rio Reno, em Nijmegen, nos Países Baixos FOTO: REUTERS/Piroschka van de Wouw
O nível das águas do rio Reno, uma das vias fluviais mais importantes da Europa, voltou a descer esta segunda-feira, devido à seca, o que dificulta cada vez mais a navegação e o transporte de matérias-primas.

Conforme avança a agência EFE, em Emmerich, no oeste da Alemanha, perto da fronteira com os Países Baixos, registou-se esta segunda-feira um nível de água de apenas quatro centímetros (diferença estimada entre a superfície da água e o ponto a partir do qual a navegação tem de ser interrompida), batendo o 'recorde' de sete centímetros registado no outono de 2018, segundo a Administração de Vias Fluviais e Navegação (WSV) da Alemanha.

Na cidade de Kaub, o ponto mais crítico para o transporte de mercadorias, ainda não foram atingidos os níveis mínimos de 2018, quando se registaram apenas 25 centímetros, mas os 37 centímetros medidos no domingo baixaram esta segunda-feira para 32.

Embora seja esperada chuva nas próximas semanas, as autoridades antecipam que o nível da água a curto prazo se vai manter baixo e que as dificuldades vão continuar.

De acordo com o canal de televisão público ARD, a seca levou esta segunda-feira o serviço de 'ferry' para atravessar a zona de Nierstein, perto de Frankfurt, a parar, o que vai obrigar muitos automobilistas a fazer longos desvios para atravessar o rio.

Adicionalmente, várias empresas de logística já descontinuaram o transporte fluvial e estão tentando encontrar maneiras alternativas de transportar mercadorias, por estrada ou ferrovia.

O ministro dos Transportes da Alemanha, Volker Wissing, defendeu esta segunda-feira o rápido reforço das infraestruturas e a implementação de projetos como os que existem para aprofundar o leito do Reno em determinados pontos problemáticos para a navegação.

"Temos de considerar que a longo prazo, devido às mudanças climáticas, enfrentaremos repetidamente situações de níveis de água extremamente baixos", afirmou o governante ao jornal Rheinische Post.

O Reno, com 1.230 quilómetros desde a nascente, nos Alpes suíços, até à foz no Mar do Norte, é navegável por 883 quilómetros e atravessa as regiões mais industrializadas da Alemanha.

Reno Europa Alemanha meteorologia economia negócios e finanças acidentes e desastres transportes seca
Ver comentários