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Correio da Manhã

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Noite violenta causa alarme e prejuízo milionário na Catalunha

Residentes portugueses e catalães contam como estão a ser afetados por uma vaga de caos e violência que provoca medo e incertezas. Câmara de Barcelona diz que quase 400 caixotes do lixo foram queimados, havendo quase 200 polícias e 100 manifestantes feridos nos tumultos.
Daniela Polónia 18 de Outubro de 2019 às 01:30
Centenas de caixotes do lixo foram incendiados durante uma noite de caos
Noite violenta causa alarme e prejuízo milionário na Catalunha
Violência sem precedentes marcou os protestos da noite de quarta-feira
Dezenas de carros foram incendiados por grupos de manifestantes violentos
Milhares de pessoas desfilaram em Barcelona de forma pacífica para contestar, pelo quarto dia seguido, a sentença que condenou nove líderes separatistas a penas de cadeia
Alexandre Neves diz que vai evitar sair à noite nos próximos dias
Marta Viana condenou os excessos dos manifestantes violentos
Polícias catalães reagiram a grupos de jovens violentos
Torra pediu investigação a agentes envolvidos nas agressões
Centenas de caixotes do lixo foram incendiados durante uma noite de caos
Noite violenta causa alarme e prejuízo milionário na Catalunha
Violência sem precedentes marcou os protestos da noite de quarta-feira
Dezenas de carros foram incendiados por grupos de manifestantes violentos
Milhares de pessoas desfilaram em Barcelona de forma pacífica para contestar, pelo quarto dia seguido, a sentença que condenou nove líderes separatistas a penas de cadeia
Alexandre Neves diz que vai evitar sair à noite nos próximos dias
Marta Viana condenou os excessos dos manifestantes violentos
Polícias catalães reagiram a grupos de jovens violentos
Torra pediu investigação a agentes envolvidos nas agressões
Centenas de caixotes do lixo foram incendiados durante uma noite de caos
Noite violenta causa alarme e prejuízo milionário na Catalunha
Violência sem precedentes marcou os protestos da noite de quarta-feira
Dezenas de carros foram incendiados por grupos de manifestantes violentos
Milhares de pessoas desfilaram em Barcelona de forma pacífica para contestar, pelo quarto dia seguido, a sentença que condenou nove líderes separatistas a penas de cadeia
Alexandre Neves diz que vai evitar sair à noite nos próximos dias
Marta Viana condenou os excessos dos manifestantes violentos
Polícias catalães reagiram a grupos de jovens violentos
Torra pediu investigação a agentes envolvidos nas agressões
A escalada de violência dos protestos dos últimos dias na Catalunha está a causar alarme entre residentes e turistas. "Nunca tinha visto nada assim", contou à CMTV a portuguesa Marta Viana. A viver há um ano e meio em Barcelona, diz ter ouvido em casa "gritos de pessoas feridas", na noite de quarta-feira, durante tumultos que, diz, "passaram todas as marcas".

Alexandre Neves, outro português que se mudou em 2018 para Barcelona, diz ter sabido de amigos "que sentiram medo de manifestantes violentos", durante os protestos que na terça-feira bloquearam o Aeroporto El Prat. "Nestes últimos dias tem sido o caos", sublinhou.



Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra um pai com um filho bebé ao colo, forçado a fugir de casa quando o fumo e as chamas ameaçaram o prédio onde vive, na rua Roger de Flor.

Num bar dessa mesma rua, um empregado conta que teve de ir a correr salvar o carro da namorada, ameaçado pelo fogo. Um vizinho diz, apesar de tudo, que estes atos de violência são provocados "por quem se quer aproveitar politicamente", alegando que não são os separatistas quem os provoca.

"Estamos muito assustados. Não gostámos nada das imagens que vimos", contou uma septuagenária alemã, uma de milhares de turistas apanhados no meio dos protestos.

A violência e o vandalismo saldaram-se em 390 contentores de lixo queimados e dezenas de carros destruídos e lojas e multibancos vandalizados. Nos três dias de caos após a condenação de nove separatistas catalães a penas de cadeia, o valor dos estragos já supera o milhão de euros. Dados oficiais indicam que 194 polícias e 96 manifestantes ficaram feridos, tendo sido detidas cerca de uma centena de pessoas.

Portugueses receiam agravar da violência
Residentes portugueses contaram à CMTV que têm vivido com apreensão os dias de caos e violência que tomaram conta de Barcelona desde segunda-feira e que ameaçam agravar-se nos próximos dias.

PORMENORES
Portugal alerta viajantes
O Governo português aconselha quem se deslocar à Catalunha a planear o itinerário com antecedência e a estar alerta para informações oficiais.

Grupos organizados
A porta-voz do governo espanhol, Isabel Celaá, criticou Quim Torra e frisou que os autores da violência em Barcelona "não são infiltrados" e sim "jovens catalães bem organizados".

Separatistas divididos
A ideia de um novo referendo foi criticada pelos aliados separatistas da ERC, que dizem não ter sido consultados. Dizem ainda "não ser altura de fixar prazos" para o referendo e sim de "trabalhar em consensos que representam 80% dos cidadãos".

Pedido de demissão
Os socialistas catalães e o Cidadãos consideraram que Torra é o culpado da violência dos últimos dias, algo que "o inabilita para exercer o mais alto cargo do governo catalão".

Marcha sem incidentes
Um desfile convocado pelos CDR reuniu ontem milhares de pessoas no Passeig de Gràcia, em véspera de uma jornada de greve geral na Catalunha.

Reação do governo da Catalunha: Torra demarca-se de violência e promete fazer novo referendo
O presidente do governo autónomo da Catalunha, Quim Torra, condenou a atuação demasiado agressiva dos polícias catalães, aos quais exigiu mais contenção a partir de agora, e imputou a "infiltrados e provocadores" os atos de violência e vandalismo que deixaram um rasto de destruição em Barcelona na noite de quarta-feira.

Torra pediu "mais escrúpulo" na atuação policial e anunciou que será feita uma investigação aos agentes que agrediram manifestantes. O presidente do governo catalão reagiu também, no parlamento catalão, à condenação de líderes separatistas a penas de prisão e repetiu: "Nenhum tribunal impedirá as iniciativas em favor da autodeterminação" da Catalunha. Instou, por isso, os deputados catalães a unirem-se na convocatória de um novo referendo que abra caminho à independência "antes do fim desta legislatura" e explicou: "Se por colocarmos as urnas para a autodeterminação nos condenam a 100 anos de cadeia [alusão às penas combinadas dos separatistas condenados] devemos voltar a colocá-las. *F.J.G
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