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Correio da Manhã

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Novas acusações a Palin

A candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, recebeu durante 19 meses subsídios de deslocação do estado do Alaska, do qual é governadora desde Dezembro de 2006, apesar de pernoitar em casa, e usou ainda os fundos estaduais para pagar viagens da família. A revelação é mais uma a pôr em causa as credenciais morais e políticas da parceira de candidatura de John McCain.
10 de Setembro de 2008 às 00:30
Revelações sobre Palin sucedem-se, para já sem impacto visível
Revelações sobre Palin sucedem-se, para já sem impacto visível FOTO: Jeff Kowalsky / Epa

Segundo o ‘Washington Post’, Sarah Palin adicionou 11 900 euros em subsídios ilícitos ao ordenado anual de 88 mil euros e usou ainda 30 600 euros de fundos estaduais para pagar viagens de avião ao marido e aos filhos.

Sharon Leighow, porta-voz da governadora, considerou "inteiramente aceitáveis" os gastos com essas viagens: "Por motivos de protocolo, espera-se que a governadora e a família mais chegada assistam a actos públicos realizados no estado." Leighow acrescentou que Palin poderia ter exigido subsídios de deslocação e alimentação para a família durante essas viagens e não o fez.

Recorde-se que esta nova polémica surge depois de Palin ter sido acusada de abusar do poder para despedir em Julho o ex-marido da  irmã como vingança pelo divórcio litigioso e pela luta pela custódia dos filhos do casal.

Apesar destes ataques repetidos à sua reputação, a entrada de Palin na lista de McCain fez o candidato republicano ascender nas sondagens, que o dão actualmente como virtualmente empatado com o rival democrata, Barack Obama. Um estudo realizado para o ‘Washington Post’ e a cadeia de televisão ABC dão a McCain 46% das intenções de voto, apenas um ponto percentual menos do que Obama. Os resultados devem-se em boa parte à deslocação de apoio das mulheres de raça branca para John McCain desde que este escolheu Palin. O estudo refere que Barack Obama tinha uma vantagem de oito por cento junto desse eleitorado e que agora tem uma desvantagem de 12 por cento.

PORMENORES

UMA FÉ INCONVINIENTE

Sarah Palin está a tentar ocultar a sua ligação de longa data ao Pentecostalismo, um movimento religioso protestante baseado numa leitura fundamentalista da Bíblia. Os fiéis acreditam que a salvação está reservada aos que aceitam a mensagem de Cristo.

MISSÃO DIVINA

Há seis anos, perante fiéis da igreja da Assembleia de Deus, congregação pentecostal, Palin considerou a guerra no Iraque uma missão de Deus. Agora assegura que as suas crenças pessoais não afectarão as decisões políticas que venha a tomar. "Não pretendo impor as minhas crenças a ninguém", assegura.

ANTI-SEMITISMO

Palin pertence desde 2002 a uma congregação evangélica, supostamente menos radical do que a Assembleia de Deus. O líder da congregação considerou em Agosto os atentados em Israel um sinal do "juízo" de Deus, uma condenação do Judaísmo.

 

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