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Correio da Manhã

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Novos protestos após homenagem

Os violentos protestos contra a polícia e o governo gregos entraram ontem na terceira semana sem que haja sinais de acalmia. Na noite de sábado para domingo, horas após uma manifestação pacífica em memória do adolescente assassinado pela polícia há duas semanas, grupos de jovens voltaram a enfrentar a polícia no centro de Atenas, incendiando carros e edifícios.
22 de Dezembro de 2008 às 00:30
Jovens envolveram-se em violentos confrontos com a polícia
Jovens envolveram-se em violentos confrontos com a polícia FOTO: Simela Pantzartz/Epa

Após a homenagem a Alexandros Grigoropoulos no bairro de Exarchia, onde o adolescente de 15 anos foi há duas semanas morto a tiro por um polícia, grupos de jovens incendiaram viaturas e caixotes do lixo em vários bairros de Atenas e enfrentaram a polícia noite dentro. Os principais confrontos ocorreram junto à Escola Politécnica, ocupada pelos manifestantes há duas semanas, com os jovens a lançarem ataques contra as forças da ordem e a refugiarem-se de seguida nas instalações universitárias, onde as forças policiais estão impedidas de entrar. Registaram-se ainda novos confrontos na cidade de Salónica (Norte) e na ilha de Creta, mais conhecida pelas suas estâncias turísticas.

Estes actos de violência ocorreram horas antes de o Parlamento grego votar o Orçamento do Estado para 2009, muito contestado pela oposição e pelos manifestantes. Entretanto, uma nova sondagem ontem publicada indicou que a Nova Democracia, do primeiro--ministro Costas Karamanlis, está já seis pontos atrás dos socialistas do PASOK. n *com agências

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Como Tudo começou?

Os protestos foram despoletados pela morte de um jovem de 15 anos, Alexandros Grigoropoulos, morto a tiro por um polícia em Atenas.

Essa é a única causa?

Não. Os jovens gregos protestam também contra o desemprego, a corrupção, os políticos e a crise económica. Sindicatos, pensionistas e funcionários públicos juntaram-se aos protestos, que agora têm como alvo principal o governo.

Há sinais de acalmia?

Apesar de uma relativa diminuição da intensidade dos protestos, os organizadores já prometeram continuar com a contestação em 2009.

Governo sobrevive?

Até agora, o primeiro-ministro Karamanlis tem recusado demitir-se, mas a continuação dos protestos pode tornar a situação insustentável.

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