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Correio da Manhã

Mundo

O INFERNO IRAQUIANO

No terreno, os comandantes americanos ‘clamam’ (ainda que em surdina) por mais meios. Nos corredores do Pentágono, os estrategas rendem--se à evidência e exigem... mais meios. Porque a situação no Iraque está fora de controlo. Os ataques contra as tropas americanas sucedem-se a ritmo alucinante.
22 de Setembro de 2003 às 00:00
No final de mais uma semana ‘negra’, o balanço é trágico: três militares mortos na quinta-feira, outros três ontem. Pelo meio fica o ataque contra um membro do Conselho do governo provisório e muitos (e perigosos) sinais de revolta.
Pelo menos dois soldados norte-americanos morreram na madrugada de sábado em dois incidentes separados. O primeiro – um ataque com morteiro contra um gigantesco complexo prisional em Abu Gharib – matou dois soldados e feriu outros 13. Todos os presos escaparam ilesos.
Horas depois, em Ramadi, a cerca de 100 quilómetros de Bagdad, outro soldado dos EUA morreu quando o veículo onde seguia pisou uma mina. A meio da semana, algumas fontes deram conta da morte de cinco outros militares, mas o comando central desmentiu. Desde que o presidente George W. Bush declarou o fim dos combates, a 1 de Maio, morreram já 79 militares.
SADDAM NEGOCEIA COM EUA?
A culpa é de Saddam Hussein, ou melhor, da sua não captura – afirmam estrategas em todo o mundo. Ontem, o jornal britânico ‘Sunday Mirror’ adiantou que o ‘inimigo número 2’ da América poderá estar a negociar secretamente com as forças norte-americanas a sua saída o Iraque. Aquele semanário adiantou ainda que, segundo os termos do ‘negócio’, Saddam pretende ser conduzido ‘com toda a segurança’ para a Bielorrússia, em troca de informações sobre as armas de destruição maciça e sobre as suas contas bancárias...
BUSH PRESSIONA
Num discurso perante o plenário da 58.ª assembleia geral da ONU, que hoje se inicia, o presidente norte-americano, George W. Bush, vai amanhã tentar convencer aliados (e não só) por que devem envolver-se na questão iraquiana. Mas são as reuniões ‘à margem’ que ditarão novas estratégias.
Ainda hoje, Bush deverá manter importantes reuniões com o presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerard Schroeder, para pressioná-los a apoiar a resolução em debate no Conselho de Segurança que prevê a criação de uma força multinacional para o Iraque, co-financiada pela comunidade internacional.
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