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Correio da Manhã

Mundo

“O meu botão [nuclear] é muito maior e mais poderoso”, diz Trump

Presidente dos EUA responde a Jong-un no Twitter com frase na qual põe em causa o poder nuclear da Coreia do Norte.
Francisco J. Gonçalves 4 de Janeiro de 2018 às 08:37
Donald Trump
Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump
Kim Jong-un
 Kim Jong-un
Kim Jong-un
Donald Trump
Donald Trump, presidente dos EUA
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Kim Jong-un
 Kim Jong-un
Kim Jong-un
Donald Trump
Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump
Kim Jong-un
 Kim Jong-un
Kim Jong-un
O presidente dos EUA, Donald Trump, protagonizou esta quarta-feira a primeira querela de 2018 com o líder da Coreia do Norte. Dois dias depois de Kim Jong-un dizer que tem "um botão nuclear sempre na secretária", Trump respondeu: "Eu também tenho um botão nuclear, mas o meu é muito maior e mais poderoso que o dele, e o meu botão funciona".

O presidente dos EUA antecedeu esta declaração provocatória com outra frase, na qual criticou diretamente a Coreia do Norte. "Alguém nesse regime empobrecido e esfomeado faça o favor de informá-lo de que eu também tenho um botão nuclear", escreveu Trump no Twitter, veículo habitual das declarações mais bombásticas do líder norte-americano.

A provocação de Trump não teve reação imediata do regime norte-coreano. Contudo, pouco antes da resposta jocosa do presidente dos EUA, a Coreia do Norte tinha alimentado o fogo da verdadeira querela que preocupa o Mundo ao frisar que, embora esteja disposto a negociar com a Coreia do Sul, o regime continuará com "a produção maciça" de ogivas nucleares, desafiando as sanções da ONU e a condenação da comunidade internacional.

Jong-un referiu o botão nuclear no discurso de Ano Novo, sublinhando o reforço de poder do país: "Todos os EUA estão ao alcance das nossas armas nucleares".

Coreia do Norte reabre comunicações 
A Coreia do Norte reabriu ontem uma linha de comunicação na fronteira com a Coreia do Sul e revelou que o país pondera enviar uma delegação aos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem em fevereiro, na Coreia do Sul.

A reabertura surge um dia depois de Seul propor negociações de alto nível entre os países irmãos. No comunicado de reabertura das comunicações, Pyongyang manifestou abertura a contactos "próximos e sinceros".

Washington duvida de Kim Jong-un  
Os EUA reagiram com cepticismo à proposta de negociações de Kim Jong-un a Seul e frisaram que as negociações só serão sérias se contribuírem para desnuclearizar o regime norte-coreano.

Os EUA alertaram ainda que "Jong-un pode estar a tentar dividir os EUA e a Coreia do Sul". 

PORMENORES 
EUA alertam contra testes
A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, alertou ontem a Coreia do Norte para não fazer mais testes de mísseis e ameaçou com "medidas mais duras" se o regime de Kim Jong-un persistir na atitude de desafio.

Insultos e ameaças
A nova provocação a Jong-un surge depois de, em novembro de 2017, Trump ter chamado "gordo e baixo" ao líder norte- -coreano, que antes lhe chamou "velho lunático". Em setembro, no primeiro discurso na ONU, Trump tinha ameaçado a Coreia do Norte com "destruição total".
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