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Correio da Manhã

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O MEU PAI ESTAVA A MATAR A MINHA MÃE

"O meu pai estava a matar a minha mãe e depois disse-me para me deitar numa cama. Foi então que ele... parecia que ia matar- -me a seguir, e matou-me". Estas foram as palavras de um menino de oito anos, de origem tailandesa, quando, ainda confuso após a agressão violenta de que tinha sido vítima e a que, por milagre, escapou, telefonava aos serviços de emergência.
30 de Outubro de 2004 às 00:00
A gravação do telefonema foi ontem divulgada, revelando publicamente a coragem e a calma de Anthony Sukto, que permitiu à Polícia localizar a casa onde teve lugar, em Tacoma, Washington, a 22 de Outubro, o cruel homicídio da sua mãe e identificar e deter o criminoso.
Enquanto telefonava, o menino dava sinais de estar a sofrer e disse mesmo estar "a sangrar do estômago". Apesar disso, interrogado pela telefonista do 911(o nosso 112), foi explicando como tudo tinha acontecido e descreveu com pormenor o carro do pai e a sua aparência.
No entanto, quando afirmou estar morto, Kristine Woodrow, a telefonista, ficou algo confusa, mas percebeu depois que, além de falar inglês com alguma dificuldade, Anthony estava a tentar perceber como tinha escapado ao ódio do pai, que o esfaqueou repetidamente antes de entrar em fuga.
Tony Sukto, de 36 anos, confessou o crime, alegando ter sofrido um ataque de ódio suscitado pelo efeito de drogas. A Polícia apurou que Pranee, de 39 anos, a sua mulher, foi apunhalada pelo menos 10 vezes em vária partes do corpo.
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