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Correio da Manhã

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O orgasmo vaginal é uma mentira

Estudo defende que é impossível atingir o orgasmo vaginal. O melhor é concentrar no clítoris e esquecer o ponto G.
J.F. 9 de Outubro de 2014 às 14:44

Uma dupla de sexólogos oferece uma nova visão a um dos mais debatidos temas da sexualidade humana: o orgasmo feminino. E, segundo um estudo agora publicado no jornal Clinical Anatomy, o orgasmo vaginal não é possível de atingir.

Os investigadores do Centro Italiano para a Sexologia, Vincenzo Puppo e Guilia Puppo, defendem que a anatomia da mulher impossibilita não só essa noção como também a do orgasmo pelo ponto G. 

A partir da premissa de que a maioria das mulheres não atinge o orgasmo unicamente através da penetração, o que levou aos inúmeros mitos sobre a sexualidade feminina, o estudo conclui que só se pode atingir o orgasmo através da estimulação direta do clítoris.

Nesta nova investigação, o clítoris é a zona mais erógena da anatomia da mulher. É visto como "o pénis feminino" e, apesar da dificuldade que alguns homens possam ter em fazer a sua companheira atingir o clímax, é "sempre possível" uma mulher atingir o orgasmo "com estimulação eficaz", defende a dupla italiana.

Através de ressonâncias magnéticas feitas à zona pélvica de 30 mulheres, com uma média de idades de 32 anos, os investigadores chegaram à conclusão que no caso das mulheres que tiveram dificuldades em atingir o orgasmo o clítoris era mais pequeno e estava mais afastado da vagina. No estudo indicam que apesar da complexidade do tema, o tamanho e a posição do órgão erógeno estão intimamente ligados.

E, como todos os estudos indicam, lá porque o parceiro atingiu o orgasmo não quer dizer que isso seja o fim da relação. "A ejaculação masculina não significa automaticamente o fim do sexo para a mulher", lê-se no estudo que adianta: "toques e beijos podem continuar quase infinitamente e atos sexuais não-coitais, após a ejaculação, podem ser utilizados para provocar o orgasmo na mulher".

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