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Obama diz que mundo apoia estratégia no Afeganistão

O mundo apoia a estratégia da NATO para pôr fim à guerra no Afeganistão até ao final de 2014, disse neste domingo o Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama.
20 de Maio de 2012 às 20:34
O chefe de Estado norte-americano aludiu ao "amplo consenso" existente nos países da NATO em relação ao plano de transição para o Afeganistão
O chefe de Estado norte-americano aludiu ao 'amplo consenso' existente nos países da NATO em relação ao plano de transição para o Afeganistão FOTO: Reuters

O Presidente dos EUA, que falava pouco antes da abertura da cimeira da NATO, que começa hoje em Chicago, alertou, contudo, para as dificuldades a enfrentar, reconhecendo que o povo afegão passou por muitas "provações" e que "aspira desesperadamente pela paz e segurança".

O chefe de Estado norte-americano aludiu ainda ao "amplo consenso" existente nos países da NATO em relação ao plano de transição para o Afeganistão, depois da retirada das tropas da aliança, um processo que deve terminar em 2014.

A cimeira da Nato será direccionada, sobretudo, para "ratificar e reflectir sobre o amplo consenso reinante entre os parceiros", com vista a continuar a apoiar, nos próximos anos, a transição no Afeganistão, disse o Presidente norte-americano, depois de uma reunião com o seu homólogo afegão, Hamid Karzai.

Obama referiu ainda os "excelentes progressos" feitos pelas forças afegãs, sublinhando, no entanto, que estas ainda têm "muito trabalho" pela frente.

Por seu turno, Karzai considerou importante completar a transição de segurança para que país deixe de ser um "fardo" para a comunidade internacional.

Depois das conversações com Barack Obama, Karzai abordou também o futuro do país e dos afegãos e agradeceu aos Estados Unidos os sacrifícios feitos em nome do Afeganistão. E considerou importante que a cimeira ratifique o plano de transição para a retirada das tropas.

O Afeganistão "não será um fardo sobre os ombros dos nossos amigos da comunidade internacional, nem dos Estados Unidos nem de outros aliados", sublinhou.

"O Afeganistão, senhor Presidente, como acertadamente disse, está de facto ansioso pelo fim da guerra e por uma nova década que será de transformação e em que trabalhará sobretudo para pôr de pé as instituições e para assegurar o desenvolvimento e a boa governação do país", concluiu o presidente afegão.

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