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Correio da Manhã

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Obama: “Nós não somos como Portugal”

"Ao contrário do que algumas pessoas dizem, nós não somos como a Grécia nem Portugal". A frase é do presidente norte-americano Barack Obama e foi usada para sublinhar que os problemas que afectam a economia dos EUA são muito diferentes daqueles que afectam as economias mais fracas da Zona Euro.

16 de Julho de 2011 às 00:30
Cinco dias de reuniões não foram suficientes para republicanos e democratas chegarem a acordo sobre aumento do limite da dívida
Cinco dias de reuniões não foram suficientes para republicanos e democratas chegarem a acordo sobre aumento do limite da dívida FOTO: Kevin Dietsch/Epa

"Os EUA não precisam de medidas radicais. Precisamos apenas de tomar decisões difíceis", acrescentou Obama numa referência ao braço-de-ferro com a oposição republicana sobre o aumento do limite da dívida dos EUA, que é de 14,3 biliões de dólares. Há semanas que os dois lados tentam sem sucesso chegar a acordo, e se não o conseguirem fazer até 2 de Agosto os EUA ficarão impedidos de recorrer aos mercados para obter empréstimos, o que fará com que o Estado fique sem dinheiro.

O problema é basicamente político: Obama quer aumentar a dívida em 4,1 biliões de dólares mas ao mesmo tempo aprovar um plano de redução do défice através de cortes na despesa pública e aumento dos impostos dos mais ricos, enquanto os republicanos se recusam a mexer nos impostos e querem mais cortes nas despesas. "Temos uma oportunidade única de estabilizar a economia para os próximos 10 ou 20 anos", afirmou Obama, dando 36 horas ao Congresso para chegar a acordo.

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