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Obama: Guantánamo enfraquece segurança nacional dos EUA

Presidente norte-americano tem tentado encerrar Guantánamo desde que tomou posse em 2009.
23 de Fevereiro de 2016 às 17:21
O Presidente norte-americano Barack Obama
O Presidente norte-americano Barack Obama FOTO: Reuters

O Presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou esta terça-feira que a prisão militar de Guantánamo manchou a imagem dos Estados Unidos no exterior e enfraqueceu a segurança nacional.

O chefe de Estado norte-americano fazia uma declaração na Casa Branca para apresentar um plano para o encerramento do centro de detenção, localizado no sul da ilha de Cuba, que foi criado após os atentados de 11 de setembro de 2001 para acolher suspeitos de terrorismo.

"Por muitos anos tem sido claro que o centro de detenção na baía de Guantánamo não promoveu a nossa segurança nacional. Enfraqueceu-a", disse Obama.

Na mesma intervenção, o Presidente defendeu que chegou a hora de encerrar um local que traiu os interesses e os valores dos Estados Unidos. "Trata-se de encerrar um capítulo da nossa história. Reflete as lições que aprendemos desde o 11 de setembro. Lições que precisam de guiar a nossa nação para a frente", reforçou. Atualmente, 91 suspeitos de terrorismo permanecem em Guantánamo.

A prisão, que recebeu os primeiros detidos há 14 anos (em 2002), chegou a contar com cerca de 700 prisioneiros e tornou-se sinónimo, a nível mundial, de atos de tortura, de detenções indefinidas e sem julgamento, bem como de fatos de macaco cor de laranja.

Suspeitos de terrorismo
Obama tem tentado encerrar Guantánamo desde que tomou posse em 2009, mas os seus esforços têm sido contrariados pelos legisladores republicanos, que atualmente controlam o Congresso norte-americano. Muitos republicanos encaram Guantánamo como uma ferramenta útil na luta contra o terrorismo.

O chefe de Estado norte-americano argumenta que tem o efeito oposto, afirmando que Guantánamo alimenta os sentimentos anti-americanos e a propaganda 'jihadista'.

O Presidente norte-americano também tem recebido críticas dentro da sua própria administração. Algumas vozes apontam para a lentidão dos processos de transferência e os custos associados ao encerramento do centro de detenção. "Este plano merece uma avaliação justa, mesmo num ano eleitoral", disse Obama.

Treze alternativas
O plano hoje apresentado considera 13 localizações diferentes no território norte-americano para a transferência de prisioneiros de Guantánamo, mas sem recomendar nenhuma em particular. Entre as 13 localizações estão incluídas prisões já existentes em estados como Colorado ou Carolina do Sul, mas também novas instalações a serem construídas em algumas bases militares norte-americanas.

Desenvolvido durante meses, o plano prevê a transferência entre 30 a 60 presos para o território norte-americano. O orçamento previsto pela administração norte-americana para este plano oscila entre os 290 milhões (263 milhões de euros) e os 475 milhões de dólares (430 milhões de euros), dependendo do número de prisioneiros transferidos para o território norte-americano e das instalações escolhidas.

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