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OBSERVADORES QUEREM ACESSO AOS VOTOS EM MOÇAMBIQUE

A Commowealth e a União Europeia solicitaram às autoridades de Moçambique acesso aos centros eleitorais onde, ao longo da próxima semana, vão ser verificados os votos das eleições gerais moçambicanas de 1 e 2 de Dezembro.
4 de Dezembro de 2004 às 16:35
A contagem preliminar dos votos está concluída. A Rádi Moçambique anunciou este sábado que, com 570.150 votos contados, o candidato do partido governamental Frelimo, Armando Guebuza, liderava com 421.434 votos contra 138.194 votos para o principal adversário, Afonso Dhlakama, da Renamo. Os restantes três candidatos presidenciais coqnuistaram 'fatias' muito menores do eleitorado.
Os resultados apurados devem agora ser inseridos em computador e sujeitos a verificação em todas as 11 províncias moçambicanas e na capital, Maputo, antes de a comissão de eleições anunciar os resultados finais, obrigatoriamente até ao próximo dia 17. A Commonwealth e a UE pediram acesso, precisamente, aos centros eleitorais onde se vai proceder á verificação dos resultados, por forma a que os observadores externos possam acompanhar esse processo final.
De um modo geral, os observadores estrangeiros - cuja acção foi dificultada no início pelas autoridades moçambicanas - consideraram as eleições democráticas e justas, mas apontaram alguns erros logísticos, como a abertura tardia, ou não abertura de algumas assembleias de voto e a destribuição desiquilibrada das urnas pelo país.
Essas pequenas falhas logísticas, juntamente com fortes chuvadas e com falta de tradição democrática, podem justificar a fraca, mesmo muito fraca afluência às urnas. Menos de 30% dos eleitores moçambicanos participaram no acto eleitoral que pôs fim a duas décadas de presidência de Joaquim Chissano.
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