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Correio da Manhã

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Observatório internacional dá razão ao Reino Unido no caso Skripal

Londres acusa Moscovo de envolvimento no envenenamento de ex-espião russo.
Cátia Andrea Costa / SÁBADO 12 de Abril de 2018 às 12:26
Sergei Skripal
Yulia, a filha de Sergei Skripal
Skripal continua em estado crítico, mas a filha (ao seu lado na foto) revelou sinais de recuperação
Polícia isolou restaurante e pub nas imediações do local onde Skripal foi encontrado
Sergei Skripal
Sergei Skripal
Yulia, a filha de Sergei Skripal
Skripal continua em estado crítico, mas a filha (ao seu lado na foto) revelou sinais de recuperação
Polícia isolou restaurante e pub nas imediações do local onde Skripal foi encontrado
Sergei Skripal
Sergei Skripal
Yulia, a filha de Sergei Skripal
Skripal continua em estado crítico, mas a filha (ao seu lado na foto) revelou sinais de recuperação
Polícia isolou restaurante e pub nas imediações do local onde Skripal foi encontrado
Sergei Skripal
O Observatório internacional sobre armas químicas confirmou o resultado das análises britânicas ao tipo de agente nervoso usado para envenenar o antigo espião russo Serguei Skripal. A notícia está a ser avançada pela BBC

Serguei Skripal, de 66 anos, e a filha, Yulia, de 33, foram envenenados a 4 de Março em Salisbury, no sul de Inglaterra, com um gás neurotóxico - o Novichok - produzido, segundo as autoridades britânicas, no âmbito de um programa químico nuclear soviético, o que Moscovo nega.

O incidente de Salisbury desencadeou entre Moscovo e o Ocidente uma das piores crises diplomáticas dos últimos anos, que já levou à ordem de expulsão de cerca de 300 diplomatas.

A 14 deste mês, o Reino Unido anunciou a expulsão de 23 diplomatas russos, uma manobra diplomática que foi seguida nos últimos dias por muitos países ocidentais, pela Ucrânia e pela NATO, o que afectou mais de 150 membros de representações diplomáticas da Rússia em dezenas de países.

Na União Europeia, foram 18 os países que seguiram os procedimentos de Londres, ordenando a expulsão de mais de 30 diplomatas russos, além dos 23 que foram inicialmente mandados sair do Reino Unido.

Estas expulsões foram anunciadas pela Alemanha (quatro expulsões), França (quatro), Polónia (quatro), Lituânia (três), República Checa (três), Espanha (dois), Itália (dois), Holanda (dois), Dinamarca (dois), Suécia (um), Letónia (a), Roménia (um), Croácia (um), Finlândia (um), Estónia (um), Hungria (um), Irlanda (um) e Bélgica (um).

Portugal foi um dos países que, juntamente com a Eslováquia, Bulgária, Luxemburgo e Malta, chamaram embaixadores para conversações, mas não expulsaram diplomatas russos.

Depois do anúncio destes países, a Rússia anunciou que iria retaliar proporcionalmente, criticando as medidas tomadas por Londres sem provas e reafirmando a sua inocência na utilização de um agente químico para envenenar o antigo espião Skripal e a sua filha.

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