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ONG denuncia homicídio de mulher por feitiçaria na Guiné-Bissau

Vítima, de 50 anos, foi morta a 11 de setembro com "paus e catanas".

17 de setembro de 2020 às 11:35

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) denunciou o homicídio de uma mulher acusada de feitiçaria por um grupo de atacantes e pediu às autoridades da Guiné-Bissau medidas concretas.

Em comunicado, divulgado na rede social Facebook na quarta-feira, a organização dos direitos humanos refere que a mulher, de 50 anos, foi morta a 11 de setembro com "paus e catanas" por um grupo de populares de uma aldeia do setor de Buba, na região de Quinara.

"Após a consumação deste crime hediondo, os suspeitos profanaram o corpo da vítima", refere a LGDH.

Segundo a organização, o comissariado da polícia de Buba deteve quatro pessoas por alegado envolvimento na morte da mulher.

"Esta é a segunda morte ocorrida no país em menos de um mês, em consequência de agressões brutais motivadas pelas acusações de praticas de feitiçaria", salienta.

Dados da Liga Guineense dos Direitos Humanos indicam que nos últimos dois anos 49 pessoas foram mortas depois de acusadas de feitiçaria e que os autores daqueles crimes não foram condenados.

"Estes indicadores preocupantes, exigem a necessidade de adoção de medidas concretas para fazer face a estas práticas obscurantistas que continuam a ceifar vidas humanas e a pôr em causa a paz e harmonia no seio da população, sobretudo nas zonas rurais", sublinha a organização.

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