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ONU alerta que sanções ao Irão estão a afectar população

O secretário-geral das Nações Unidas alertou, num relatório divulgado sexta-feira, que a população iraniana está a sentir o impacto das sanções internacionais, com o aumento do desemprego, a subida da inflação, ou a falta de medicamentos.
6 de Outubro de 2012 às 13:09
O secretário-geral das Nações Unidas alerta também que as operações humanitárias também têm sido prejudicadas, já que os problemas nos pagamentos conduziram a uma escassez dos medicamentos
O secretário-geral das Nações Unidas alerta também que as operações humanitárias também têm sido prejudicadas, já que os problemas nos pagamentos conduziram a uma escassez dos medicamentos FOTO: Reuters

Os protestos já chegaram às ruas de Teerão nos últimos dias, depois da moeda iraniana ter desvalorizado, provocando o aumento acentuado dos preços. Só na última semana, o rial iraniano desvalorizou perto de 40% contra o dólar americano.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs quatro rondas de sanções contra o Irão por causa do seu programa nuclear, apesar do país garantir que os propósitos são pacíficos.

Os Estados Unidos e a União Europeia também aplicaram sanções à República Islâmica.

"As sanções impostas à República Islâmica do Irão têm tido efeitos significativos na generalidade da população, incluindo uma escalada da inflação, um aumento nas mercadorias e no preço da energia, um aumento da taxa do desemprego e uma quebra nos bens essenciais, incluindo medicamentos", diz Ban Ki-Moon no seu relatório.

O secretário-geral das Nações Unidas alerta também que as operações humanitárias também têm sido prejudicadas, já que os problemas nos pagamentos conduziram a uma escassez dos medicamentos necessários para o tratamento de doenças como o cancro, problemas cardíacos ou respiratórios.

As sanções afectaram as exportações de petróleo, vitais para o país, e cortaram o acesso à rede de bancos internacionais. Ambas as medidas reduziram a quantidade de moeda estrangeira a entrar no país.

A crise monetária colocou os líderes iranianos sob grande pressão por parte da oposição, a maior desde 2009, quando as manifestações contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad foram violentamente reprimidas.

Os críticos do presidente culpam-no pela crise monetária e dizem que a sua administração ajudou à situação com políticas como a limitação das taxas de juro bancárias, que levou a que muitos iranianos fossem a correr levantar o seu dinheiro dos bancos.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, admitiu na terça-feira que as sanções tiveram impacto na população, mas defendeu que isso pode rapidamente ser invertido se o Irão estiver disposto a trabalhar com a comunidade internacional "de uma forma sincera".

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