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ONU apela a cessar-fogo imediato

O Conselho de Segurança da ONU adoptou quinta-feira à noite uma resolução a apelar a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, com 14 votos a favor e uma abstenção dos Estados Unidos da América.
9 de Janeiro de 2009 às 08:52
ONU apela a cessar-fogo imediato
ONU apela a cessar-fogo imediato FOTO: Reuters

No texto da resolução 1860, o Conselho de Segurança "sublinha a urgência e apela a um cessar-fogo imediato, duradouro e plenamente respeitado, com a retirada completa das forças israelitas da Faixa de Gaza".

O Conselho de Segurança condena “qualquer violência e hostilidade dirigidas contra civis e qualquer acto de terrorismo" e apela "ao fornecimento sem obstruções em toda a Faixa de Gaza de ajuda humanitária", saudando as iniciativas que visam abrir corredores humanitários.        

O Conselho de Segurança pede também aos Estados-Membros que favoreçam a aplicação em Gaza de dispositivos que garantam que o cessar-fogo será duradouro, impedindo o contrabando de armas e assegurando a reabertura dos pontos de passagem para o território palestiniano.         

O Conselho apela ainda a “esforços renovados e urgentes das partes e da comunidade internacional para conseguir uma paz global baseada na visão de uma região onde dois Estados democráticos, Israel e Palestina, vivam  lado a lado em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas".

A resolução adoptada resulta de três dias de intensas negociações na sede da ONU, em Nova Iorque, entre ministros ocidentais e árabes para tentar pôr termo ao conflito na Faixa de Gaza, onde a operação militar israelita contra o movimento radical  palestiniano Hamas já causou pelo menos 777 mortos e mais de 3.100 feridos.

A Secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, esclareceu a abstenção de Washington afirmando que não está em causa o teor da resolução, mas que é preciso esperar pelos resultados dos esforços de mediação do Egipto, que apresentou uma proposta para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza.

Entretanto, Israel e o Hamas já rejeitaram a resolução aprovada na ONU. A primeira-ministra  O governo israelita fez saber que “actuou, está a actuar e continuará a actuar de acordo com as suas necessidades para assegurar a segurança dos seus cidadãos e o direito à legítima defesa”.

Por sua vez, o Hamas alega que o documento elaborado pelo Reino Unido, em colaboração com a França e os países árabes, não teve em conta o movimento nem o interesse palestiniano e não refere o levantamento do bloqueio a Gaza nem a abertura dos postos fronteiriços.    

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