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Correio da Manhã

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ONU impõe sanções à Coreia do Norte

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adoptou ontem, por unanimidade, uma resolução que impõe sanções à Coreia do Norte por ter realizado ensaios de mísseis no passado dia 5 de Julho. O Conselho de Segurança exige também que a Coreia do Norte suspenda todas as actividades relacionadas com o seu programa de mísseis balísticos.
17 de Julho de 2006 às 00:00
No documento pede-se a “todos os Estados-membros que se mostrem vigilantes e para evitarem qualquer transferência de mísseis e de material, bens e tecnologia que possam ser utilizados pelos norte-coreanos na construção de mísseis ou na elaboração de programas de armas de destruição massiva”. É ainda referido no texto que a Carta das Nações Unidas autoriza sanções mais gerais, incluindo o uso da força.
Alguns instantes depois, o embaixador norte-coreano na ONU, Pak Gil Yon, rejeitou a resolução, condenando igualmente o que descreveu como tentativas “de utilizar a ONU sem conhecimento de causa, para objectivos políticos desprezíveis”.
O Ministério norte-coreano dos Negócios Estrangeiros ameaçou, por seu lado, reforçar a “força de dissuasão militar” em retaliação pela adopção das sanções. “A nossa República vai manter os seus esforços de dissuasão militar e de autodefesa de todas as maneiras possíveis e por todos os meios e métodos, agora que a situação atingiu a sua pior fase, devido ao acto extremamente hostil dos Estados Unidos”, lê-se no texto.
OBJECTIVO É RELANÇAR DIÁLOGO
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, considerou que a resolução do Conselho de Segurança impondo sanções à Coreia do Norte é um bom instrumento para ajudar a pressionar o regime de Pyongyang a regressar às negociações sobre o seu programa nuclear. “A Coreia do Norte não terá outro remédio senão regressar à mesa das negociações e avançar para a desnuclearização da Península Coreana”, afirmou a chefe da diplomacia norte-americana à margem da Cimeira do G8, que decorreu em São Petersburgo, na Rússia. Rice elogiou ainda a atitude “responsável” da China, que votou a favor da resolução.
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