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ONU lembra que ainda há mais de mil detidos por manifestações na Venezuela

Decisão de trocar a prisão do opositor venezuelano Leopoldo López por prisão domiciliária é "um passo inicial numa boa direção".

11 de julho de 2017 às 13:22

A ONU considerou hoje que a decisão de trocar a prisão do opositor venezuelano Leopoldo López por prisão domiciliária é "um passo inicial numa boa direção", mas recordou que mais de 1.100 pessoas continuam detidas após manifestações.

O alto comissariado da ONU para os direitos humanos recordou que 3.600 pessoas foram presas nos três meses de protestos na Venezuela e que - segundo informações que recebeu de organizações não-governamentais - mais de 1.100 continuam detidas.

Sobre o caso de López, o Alto Comissariado anunciou que o Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre detenções arbitrárias estudou o seu caso e determinou que a prisão do líder opositor é arbitrária e, portanto, ilegal.

"Pedimos a libertação imediata de todos os que foram presos de forma arbitrária, inclusive aqueles que foram julgados por tribunais militares", assinalou o alto comissariado numa declaração por escrito.

A ONG Foro Penal Venezuelano sustenta que foram registados 431 presos políticos desde 01 de abril, quando se iniciaram as manifestações que provocaram 91 mortos.

No entanto, os casos de "presos políticos" mais mediatizados antecederam estes protestos, como o caso de López, acusado de incentivar a violência numa mobilização antigovernamental em 2014, que resultou em 43 mortos e por esta razão foi condenado a 14 anos de prisão.

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