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ONU pede que mais navios com ajuda humanitária possam chegar ao Iémen

Depois da "flexibilização do bloqueio", alguns navios aportaram em Hodeida e no porto vizinho de Salif.
Lusa 27 de Novembro de 2017 às 20:17
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
Jamie McGoldrick, coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen
A ONU sustentou esta segunda-feira que a coligação militar sob comando saudita no Iémen devia ir mais longe do que "a flexibilização do bloqueio" e deviam ser autorizados mais navios a aportarem em Hodeida, controlada pelos rebeldes.

O coordenador humanitário das Nações Unidas no Iémen, Jamie McGoldrick, regozijou-se pela "flexibilização do bloqueio", anunciada na semana passada, mas referiu que "é preciso fazer ainda mais".

McGoldrick aludiu uma vez mais aos riscos da fome no Iémen, indicando que 95 dos 320 distritos daquele país do sul da península da Arábia estão numa situação alimentar muito difícil.

"Os portos devem ser totalmente abertos, em particular o de Hodeida, para que seja possível a circulação de bens humanitários e comerciais, para que cheguem às pessoas mais baratos. Devemos aumentar o número de navios a aportarem ao porto de Hodeida", disse, denunciando que o acréscimo de preços dos produtos faz aumentar "o sofrimento das pessoas".

O bloqueio - marítimo, terrestre e aéreo - foi reforçado depois de 06 de novembro, após os rebeldes do Iémen terem disparado um míssil balístico em direção a Riad, capital da Arábia Saudita.

Correspondendo aos apelos da ONU, a coligação anunciou, na quarta-feira, a reabertura parcial do porto de Hodeida e do aeroporto de sana, ambos nas mãos dos rebeldes, para permitir entrada de ajuda humanitária.

Depois da "flexibilização do bloqueio", alguns navios aportaram em Hodeida e no porto vizinho de Salif.

O responsável da ONU lembrou a necessidade de responder às necessidades de sete milhões de iemenitas face à situação humanitária de urgência e assinalou que o resto da população depende "inteiramente do setor comercial", particularmente nos alimentos e no combustível.

Jamie McGoldrick acentuou que as Nações Unidas estão prontas para reforçar o mecanismo de verificação das cargas que transitam por Hodeida -- uma exigência de Riade - para assegurar que qualquer arma não entre clandestinamente pelo porto.

"Temos equipas prontas", mas não há "ainda qualquer resposta" por parte dos sauditas quantos aos vistos.

O conflito no Iémen opõe as forças governamentais aos rebeldes 'huthis' e, em março de 2015, a Arábia Saudita assumiu o comando de uma coligação para auxiliar as forças governamentais.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o conflito provocou mais de 8.750 mortos e fez mais de 50.600 feridos, entre os quais muitos civis.

O ONU refere que a situação no Iémen é "a pior crise humanitária do mundo".

Uma organização não-governamental apresentou no Tribunal Penal Internacional uma queixa por "crimes de guerra" visando os Emirados Árabes Unidos, que, depois de março de 2015, apoiam as forças governamentais do Iémen, anunciou esta segunda-feira uma associação de advogados.

A queixa refere-se à "utilização de armas proibidas", aos "ataques indiscriminados contra as populações civis" e a "atos de tortura perpetrados nas prisões iemenitas".
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