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Correio da Manhã

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ONU PROLONGA MISSÃO NA BÓSNIA

O Conselho de Segurança da ONU votou o prolongamento por 12 dias da sua missão de polícia na Bósnia-Herzegovina, ultrapassando temporariamente os obstáculos levantados por Washington em defesa da imunidade do soldados norte-americano em missão pela ONU do novo Tribunal Penal Internacional.
4 de Julho de 2002 às 11:56
O mandato da missão da ONU na Bósnia terminou na madrugada da passada segunda-feira, tendo sido então prolongado por 72 horas, a título de compromisso de recurso face à posição norte-americana. O novo prazo expirou às 4h00 TMG (5h00 de Lisboa), pelo que o voto do Conselho de Segurança, ontem à noite, foi in extremis.

As 72 horas de prolongamento extraordinário serviram para que a NATO garantisse que uma eventual retirada da ONU não significaria uma retirada da SFOR. Washington, sob pressão internacional, garantiu também que não retirará os seus soldados da Bósnia, integrados na SFOR (força da NATO).

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, enviou entretanto uma dura carta ao secretário de Estado (ministro dos Negócios Estrangeiros) norte-americano, Colin Powell, avisando-o de que a posição política de Washington punha em risco toda a estrutura de missões de paz da ONU e sugerindo excesso de zelo político, sob o argumento de que nunca um ‘capacete azul’ esteve sequer perto de enfrentar a Justiça internacional.

Washington recuou, mas apenas por 12 dias. Haverá outro interesse para o recuo norte-americano. É que em Julho expiram os mandatos de outras missões de paz da ONU, incluindo a de vigilância da fronteira entre Israel e o Líbano. A retirada súbita da ONU dessa fronteira constituiria uma problema para Israel, aliado dos EUA.
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