Manifestações irão acontecer para reclamar a destituição do Presidente brasileiro.
Movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos que fazem oposição ao Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, vão promover manifestações para reclamar a sua destituição, este sábado, em mais de 300 cidades do país e de Portugal, incluindo Lisboa, Braga, Coimbra e Porto.
De acordo com as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, a Coalizão Negra, o Movimento Sem Terra (MST) e demais organizações que compõem a 'Campanha Fora Bolsonaro', a expectativa é de que os manifestantes saiam à rua, em pelo menos 319 cidades, para contestar a gestão do Presidente brasileiro.
Numa nota publicada no seu 'site' oficial, o Partido dos Trabalhadores (PT), líder da oposição, que aderiu ao movimento na passada segunda-feira, confirmou a organização de atos em 246 cidades dentro e fora do país.
Os grupos que convocaram as manifestações defendem também mais investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), nomeadamente de valores para a compra de consumíveis e equipamento hospitalares, a aceleração da vacinação contra a covid-19 e o pagamento de um auxílio emergencial no valor de 600 reais (cerca de 100 euros) para as famílias pobres cujo rendimento foi severamente afetado pela pandemia.
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, convocou os militantes para participarem nos eventos, e informou que além das reivindicações anunciadas pelo partido, os manifestantes também se opõem aos cortes na educação, à reforma administrativa e às privatizações e defendem as lutas do povo negro contra a violência e o racismo, serviços públicos de qualidade e a soberania nacional.
Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não endossou publicamente protestos semelhantes organizados no final de maio, está a avaliar a situação e pode comparecer em alguma iniciativa, segundo informações divulgadas pelos 'media' brasileiros.
Para se diferenciar das manifestações que apoiam o Presidente brasileiro, os opositores e movimentos sociais têm reforçado a necessidade do uso de máscara, álcool em gel e a observação do distanciamento social.
"Vamos para o #19J de máscara, mantendo ao máximo o distanciamento social, levando álcool em gel para nos proteger e proteger os outros", defendeu uma convocação o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) numa publicação nas suas redes sociais.
Em 29 de maio, milhares de brasileiros manifestaram-se em várias cidades do Brasil contra Bolsonaro, que é criticando principalmente pela sua gestão na pandemia de covid-19.
O governante está a ser investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado, que apura alegadas omissões cometidas pelo Governo brasileiro no combate à doença.
O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo ao contabilizar xxx vítimas mortais e mais de 17,7 milhões de casos confirmados de covid-19.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.844.390 mortos no mundo, resultantes de mais de 177,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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