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Correio da Manhã

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Oposição também tortura

A oposição armada da Síria tem cometido graves violações dos Direitos Humanos, incluindo sequestros, torturas e execução de militares e de apoiantes do regime – denunciou ontem a Human Rights Watch.
21 de Março de 2012 às 01:00
Sírios manifestam-se contra a violência no país
Sírios manifestam-se contra a violência no país FOTO: Nacho Doce/Reuters

"A estratégia brutal do governo sírio não pode justificar os abusos cometidos pelos grupos armados da oposição", afirmou Sarah Leah Whitson, directora daquela organização internacional de defesa dos Direitos Humanos para o Médio Oriente. "Os dirigentes da oposição devem dizer claramente aos seus apoiantes que não devem torturar, sequestrar nem executar, sejam quais forem as circunstâncias", acrescentou.

No dia em que foram denunciados abusos também cometidos pela oposição, o governo britânico propôs sancionar a mulher do presidente Bashar al--Assad, Asma, após a divulgação de novos mails em que se mostrava solidária com a brutal repressão ordenada pelo marido. "Eu sou o verdadeiro ditador. Ele não tem qualquer escolha", chegou a escrever.

Com os combates entre exército e rebeldes a intensificarem-se, fontes não oficiais russas afirmam que Moscovo enviou para território sírio uma unidade militar antiterrorista.

"BARÇA AJUDA REBELDES SÍRIOS"

A televisão estatal da Síria noticiou que a equipa do Barcelona está a ajudar os combatentes rebeldes, enviando mensagens codificadas através das suas disposições tácticas.

A Al-Dunya TV transmitiu, no domingo, uma peça que descrevia a forma como o Barcelona ‘forneceu’ pormenores de rotas de contrabando que poderiam ser utilizados para distribuir armas a dissidentes do regime. O programa repetiu acusações de Dezembro do ano passado: o posicionamento do ‘Barça’ em campo terá, deliberadamente, recriado um mapa gigante, com os jogadores a representar contrabandistas e a bola a descrever um esconderijo de armas.

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