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Opositor considera que Sirleaf não merece Nobel

O principal adversário da Presidente da Libéria nas presidenciais de terça-feira Winston Tubman considerou esta sexta-feira que a atribuição do Nobel da paz a Ellen Johnson Sirleaf é “inaceitável” e que ela não merece o prémio.
7 de Outubro de 2011 às 13:50
Winston Tubman, de 70 anos, é considerado como o adversário mais bem colocado face a Sirleaf, de 72 anos
Winston Tubman, de 70 anos, é considerado como o adversário mais bem colocado face a Sirleaf, de 72 anos FOTO: EPA

“Sirleaf não merece um prémio Nobel da paz, porque ela cometeu violências neste país. Este prémio é inaceitável e não merecido”, afirmou por telefone Tubman, dirigente do Congresso para a Mudança Democrática (CDC, sigla em inglês).          

Tubman qualificou a atribuição deste prémio como uma provocação, uma vez que aconteceu em plena campanha eleitoral e a quatro dias das eleições na Libéria, país que há oito anos saiu da guerra civil.

“O calendário desta recompensa é provocador. Não sei porque é que esta distinção é atribuída no dia em que lançamos o nosso encontro¯ em Monróvia, disse, considerando que o prémio não deverá influenciar os eleitores que vão votar contra Sirleaf no escrutínio.          

“Nenhum prémio Nobel pode fazer a diferença para estas presidenciais, é por isso que as pessoas vão votar para fazer Sirleaf deixar o poder. Este prémio não terá qualquer incidência para os liberianos vulgares”, concluiu.           

Winston Tubman, de 70 anos, é considerado como o adversário mais bem colocado face a Sirleaf, de 72 anos, para as presidenciais de terça-feira.           

Economista e diplomata, Winston é sobrinho de William Tubman, muitas vezes denominado “pai da Libéria moderna”, que dirigiu o país de 1944 até à morte em 1971. Conta com o apoio da antiga estrela de futebol George Weah, apresentado como o seu candidato a vice-presidente.         

Sirleaf, a primeira mulher a ser eleita chefe de Estado em África, é candidata a um segundo mandato de cinco anos.         

A Presidente liberiana é criticada por não manter as promessas a nível económico e social e, sobretudo, por não se ter envolvido suficientemente na reconciliação do país, após guerras civis que, de 1989 a 2003, causaram cerca de 250 mil mortos.         

É igualmente acusada de ter apoiado, no início dos anos 90, o antigo senhor de guerra Charles Taylor, julgado por um tribunal internacional por crimes contra a humanidade.         

O Nobel da paz 2011 foi atribuído a Ellen Johnson Sirleaf, à militante Leymah Gbowee e à jornalista iemenita Tawakkul Karman, a primeira mulher árabe a receber o prestigiado galardão.  

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