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Correio da Manhã

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“Os princípios são universais”

O presidente dos EUA, Barack Obama, que está de visita à China no âmbito do périplo asiático que iniciou na passada sexta-feira para alargar a influência de Washington nesta região, não deixou ontem de abordar a sensível questão dos Direitos Humanos, num encontro que manteve com estudantes em Xangai. "Não queremos impor um sistema de governo a nenhuma nação, mas acreditamos que os princípios pelos quais nos regemos não são exclusivos do nosso país", afirmou.
17 de Novembro de 2009 às 00:30
Obama respondeu a várias perguntas de estudantes chineses num encontro em Xangai
Obama respondeu a várias perguntas de estudantes chineses num encontro em Xangai FOTO: Jason Reed/Reuters

Falando perante cerca de 300 estudantes no Museu da Ciência e Tecnologia de Xangai, Obama defendeu a universalidade de valores como a liberdade de expressão, de culto, de participação política e de acesso à informação. "Todos deveriam usufruir destes direitos, incluindo minorias étnicas e religiosas, nos EUA, na China ou em qualquer outro país", acrescentou.

Mas em Pequim, onde se encontrou à noite com o presidente Hu Jintao, moderou as críticas e admitiu que poucos problemas globais podem ser resolvidos sem a cooperação entre a superpotência e a potência emergente. "Não pretendemos travar o crescimento da China", assegurou, ciente de que aquele país é um mercado que os EUA não podem desprezar.

Hoje, Obama volta a encontrar--se com Hu Jintao para falar de segurança, combate às alterações climáticas e cooperação económica. Mas nem só com trabalho está preenchida a agenda de Obama, que vai visitar ainda a Cidade Proibida e a Grande Muralha. Antes de partir para a Coreia do Sul (já esteve no Japão e em Singapura), ainda deverá encontra-se com o meio--irmão Mark Ndesandjo, que vive na China há sete anos e é casado com uma chinesa.

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