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Os salários milionários dos administradores da Thomas Cook nos últimos cinco anos

Empresa declarou situação de falência esta segunda-feira. Mais de 22 mil funcionários afetados e 600 mil turistas retidos nos destinos.
Correio da Manhã 23 de Setembro de 2019 às 16:13
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
 Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook
O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou esta segunda-feira falência, depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em "liquidação imediata".

Face a estas notícias, vários jornais internacionais trouxeram a público os salários chorudos que as 'camadas altas' da administração receberam nos últimos anos, com valores a ascender aos vários milhões de euros - numa altura em que a falência já era um cenário possível.

Peter Frankhauser, CEO do grupo Thomas Cook, arrecadou cerca de 9,4 milhões de euros desde que assumiu o comando da companhia em 2014, incluindo prémios e bónus, de acordo com o jornal Telegraph. Já os diretores financeiros Michael Healy e Bill Scott, receberam cerca de 7,92 milhões cada um.

Esta situação está a gerar polémica, uma vez que a falência da agência de viagens afeta mais de 22 mil funcionários e obriga ao repatriamento de mais de 600 mil turistas em todo o mundo.

A firma, que lutava contra dificuldades financeiras há alguns anos, vendia pacotes turísticos para 19 milhões de clientes em todo o mundo estando agora 51 destinos afetados em cerca de 16 países onde o grupo operava.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam de pacotes de férias organizados pela operadora de viagens no exterior. Estes não conseguiram sair dos complexos (hotéis e 'resorts') sem pagar os valores decorrentes das estadias, já depois de terem efetuado o mesmo pagamento à Thomas Cook. Vários cidadãos que estavam de férias na Tunísia disseram no domingo à BBC que foram impedidos de sair dos hotéis.

O grupo britânico registou no ano passado perdas avaliadas em 1.680 milhões de euros, correspondentes ao primeiro semestre do ano fiscal. A empresa, com 178 anos de atividade, tentou até ao último momento garantir o seu futuro, com a sua administração a realizar reuniões de emergência no domingo, num derradeiro esforço para obter 227 milhões de euros em fundos adicionais exigidos pelos bancos, no entanto, a meta para a sobrevivência não foi alcançada.

A Thomas Cook, fundada em 1841 no condado inglês de Leicestershire, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos de que o grupo tivesse novas reservas para o inverno. O grupo possui 105 aeronaves e 200 hotéis e complexos hoteleiros com a sua marca.
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