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Correio da Manhã

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Pacto suicida quebrado

Maria Aparecida Lima da Silva, de 38 anos, funcionária do Tribunal Superior de Justiça, morreu num hospital de Brasília depois de ter sido encontrada a agonizar num quarto de hotel onde tinha entrado horas antes com o amante, Cleber Ferreira Gusmão Ferraz, de 37. Os dois tinham combinado suicidar-se juntos no local mas, no último momento, ele desistiu e deixou-a sozinha no quarto enquanto ela agonizava.
18 de Março de 2007 às 00:00
Romance maldito na internet
Romance maldito na internet FOTO: Jorge Godinho
Cumprindo o pacto em que acreditara, Maria Aparecida ingeriu vários comprimidos não identificados e depois completou a trágica decisão ingerindo o conteúdo de um frasco com veneno para ratos.
Os empregados do hotel, ao verem que Cleber, aparentando nervosismo, saiu sozinho e que ela demorava no quarto sem fazer qualquer ruído e sem atender o telefone, invadiram o aposento e encontraram a vítima sobre a cama, já moribunda. Ela ainda foi socorrida, mas o efeito do veneno já era irreversível.
O casal conheceu-se no sítio de relacionamentos orkut em 2005 e desde aí mantinha um relacionamento que misturava sexo e muita depressão.
Cleber já está preso, acusado de ter induzido a amante ao suicídio, o que pode acarretar-lhe uma pena de até 20 anos de cadeia.
Maria Aparecida ganhava bem para os padrões brasileiros e sustentava até Cleber e a mulher deste, Ana Paula Ferraz, que declarou à polícia saber que o marido tinha uma amante e que era ela quem pagava todas as despesas da família, incluindo a academia de ginástica e a escola do filho deles.
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