Pai de Julen diz que continua "a ver o poço" sempre que fecha os olhos

José Roselló não se conforma com a morte do filho em Málaga.
01.02.19

"Maldigo-me a mim próprio, maldigo esse dia, maldigo a hora em que decidi ir ali". É de "coração destroçado" que José Roselló, o pai do menino Julen presta as primeiras declarações públicas desde que o corpo de Julen foi encontrado sem vida num poço de Málaga, a 70 metros de profundidade. 

"Fecho os olhos e vejo sempre o mesmo, o poço", diz em breve conversa telefónica com o Canal Sur, que aconteceu por sua iniciativa. E promete que nunca mais volta ao local onde fazia o último piquenique com o filho. Nem esquece o que almoçava nesse dia: "nunca mais como uma paella".

José está reviver com a perda de Julen, de dois anos e meio, o mesmo terror que passou com Óliver, o seu primeiro filho, que também morreu na infância, vítima de doença súbita. "Na altura vivíamos com a minha família, mas tivemos que os deixar porque tudo eram recordações dele. Agora é igual. Não conseguimos ir a casa. Ficamos dois ou três dias em casa de amigos e só vamos a casa para dormir".

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