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Correio da Manhã

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Pai julgado por raptar assassino da filha

O julgamento vai durar dois dias e Andre Bamberski pode cumprir até dez anos de prisão, se for condenado.
22 de Maio de 2014 às 19:00
À porta do tribunal, pede-se justiça pela morte de Kalinka Bamberski, aos 14 anos
À porta do tribunal, pede-se justiça pela morte de Kalinka Bamberski, aos 14 anos FOTO: AFP PHOTO PASCAL PAVANIA

Começou esta quinta-feira o julgamento do francês Andre Bamberski, em Mulhouse, no leste da França, acusado de ordenar o sequestro, em 2009, do assassino da sua filha.

Em 2011, o médico alemão Dieter Krombach, de 76 anos, foi condenado a 15 anos de prisão por um tribunal francês por involuntariamente matar a sua enteada adolescente, Kalinka Bamberski, e filha de Bamberski. O crime ocorreu na Baviera há quase três décadas.

Em 1995, o cardiologista Krombach, que na altura vivia na região alemã da Baviera foi, à revelia, considerado culpado de homicídio involuntário por um tribunal francês. No final de 2009, o caso foi reaberto depois de Krombach aparecer, amarrado e amordaçado, numa esquadra da polícia no leste de França. A legislação francesa permitiu que o julgamento fosse repetido, na presença do arguido.

O pai da vítima, André Bamberski, enfrenta agora uma acusação pelo sequestro de Krombach. Ele reconhece autoria moral do sequestro do homicida, mas nega ter pago qualquer quantia em dinheiro aos raptores.

Kalinka Bamberski morreu em 1982, aos 14 anos, durante as férias com a mãe. O Ministério Público francês disse que o padrasto a violou após tê-la drogado – e foi precisamente o uso destes químicos que causou inadvertidamente a morte da jovem, sufocada durante o sono.

"Se há alguém que respeite a justiça, é o Sr. Bamberski. Ele cumpriu o seu dever enquanto pai e também agiu por forma a que a justiça cumprisse o seu dever. Ele enfrenta o julgamento, com respeito, e teme a justiça como qualquer pessoa sujeita a julgamento. Agora, vamos perguntar ao tribunal se se pode condenar um pai que cumpriu o seu dever e um homem que permitiu que a justiça pudesse realizar o seu trabalho" – disse o advogado de Bamberski, Laurent de Caunes, aos repórteres que se encontravam à porta do tribunal.

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