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País Basco segue via da Catalunha

Depois da Catalunha, é a vez do País Basco. Com eleições autonómicas à porta, o líder do Partido Nacionalista Basco (PNV), Iñigo Urkullu, defendeu ontem o direito da região a decidir o seu futuro como "nação europeia" – as mesmas palavras usados há dias pelo líder do governo autonómico da Catalunha para lançar a sua caminhada separatista.

1 de Outubro de 2012 às 01:00
País Basco, onde esta semana houve protestos contra Madrid, quer seguir o exemplo da Catalunha e tornar-se “nação”
País Basco, onde esta semana houve protestos contra Madrid, quer seguir o exemplo da Catalunha e tornar-se “nação” FOTO: Ivan Aguinaga/Epa

Urkullu foi mais contido do que Artur Mas no desafio a Madrid mas, nas entrelinhas, fica a declaração de intenções a poucas semanas das eleições de 21 de Outubro. Sem nunca dizer a palavra ‘independência’, o líder do PNV deixou claro que, se vencer as eleições, o seu partido defenderá perante Madrid "um acordo do século XXI com reconhecimento de igualdade de condições", capaz de admitir "qualquer projecto político baseado na vontade democraticamente expressa através da livre decisão".

Já na véspera, Urkullu tinha dito que País Basco e Catalunha "têm a mesma aspiração: ser nação e dar passos para ser cada vez mais Estado". E, embora recusando comentar se é ou não partidário de um referendo como o que Artur Mas pretende realizar na Catalunha, acrescentou: "Não faz mal a ninguém que se possa consultar os cidadãos sobre o que querem para o seu futuro."

Também ontem, a coligação nacionalista basca EH Bildu, uma das herdeiras do extinto Batasuna (braço político da ETA), anunciou a convocação para 13 de Outubro de um "grande acto nacional" para exigir a independência do País Basco.

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