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PALESTINIANOS ATACAM MURO ISRAELITA

Um grupo de palestinianos lançou hoje o primeiro ataque contra o muro de aço, cimento e arame farpado electrificado que Israel está a construir para separar o seu território do Norte da Cisjordânia, numa extensão de cerca de 110 quilómetros, com o objectivo de impedir a infiltração de suicidas palestinianos.
19 de Junho de 2002 às 14:47
Um comando palestiniano fez explodir uma bomba à passagem de uma patrulha de guardas fronteiriços encarregados de proteger os trabalhadores que estão a aplanar o terreno com a ajuda de bulldozers com vista à construção do muro, no sector de Kfar Salem, uma aldeia árabe israelita.

Após o incidente, o Exército israelita perseguiu os autores do ataque na Cisjordânia, tendo-se registado intensas trocas de tiros. De acordo com a rádio israelita, que citou fontes militares, não se registaram vítimas, sendo que a construção do muro foi interrompida momentaneamente.

As obras de construção do muro, que será equipado com sistemas de segurança electrónicos e deverá ter numa primeira fase 110 quilómetros, entre a aldeia de Kfar Salem e a localidade de Kfar Kassem, localizada a apenas duas dezenas de quilómetros de Telavive, começaram no passado domingo.

No final da sua construção, esta estrutura, a mais arrojada construída pelos israelitas nos últimos anos, terá um total de 360 quilómetros, ao longo da chamada “linha verde”, que separa o território de Israel da Cisjordânia.

O ministro da Defesa israelita, Binjamin Ben Eliezer, justificou a construção do muro com a “ameaça terrorista que paira sobre Israel” e a necessidade de construir um “obstáculo contínuo” para travar “a infiltração de terroristas” no território israelita.

A Autoridade Nacional Palestiniana já criticou a construção do muro, alegando que ele vai prejudicar grandemente 30 mil palestinianos e que viola todos os acordos estabelecidos com Israel, além de ser uma espécie de novo “Apartheid”.

Também a ala direita do Governo de união nacional chefiado por Ariel Sharon e os colonos israelitas apontam o dedo a esta iniciativa, considerando que é um recuo nas fronteiras definidas em 1967, após a Guerra dos Seis Dias.
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