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Palmatória volta às escolas norte-americanas

Escola na Georgia, EUA, introduziu um novo método para disciplinar os seus alunos.
12 de Setembro de 2018 às 20:38
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Uma escola em Georgia, Estados Unidos, introduziu um novo método para disciplinar os seus alunos: até três golpes com uma palmatória.

De acordo com o jornal Telegraph, a Georgia School for Innovation and the Classics, que acolhe crianças entre os cinco e os 15 anos, perguntaram aos pais no início deste ano lectivo se dão consentimento para castigar os seus filhos com uma palmatória caso sejam apanhados a furar regras.

Jody Boulineau, o superintendente da escola, disse aos jornalistas locais que a instituição "leva a disciplina muito a sério". "Em tempos, castigos corporais era uma normal nas escolas e não havia os problemas de hoje em dia", acrescenta. 

De acordo com o funcionário, os pais dos alunos ficaram divididos com a proposta. Alguns receberam "de bom grado", como descreve, outros queixaram-se da medida nas redes sociais. Até agora, um terço dos encarregados de educação deram a sua permissão para a escola começar a aplicar castigos com palmatórias feitas de madeira. 

Caso a medida não seja aprovada pelos pais dos alunos, a escola vai optar por castigar com suspensões de uma semana. "É apenas mais uma ferramenta que teremos no nosso arsenal disciplinatório", disse Boulineau. "Nada disto é obrigatório. Por isso, se os pais quiserem, podem dar-nos o consentimento para usar esta medida disciplinatória - ou podem negar o consentimento", acrescenta. 

A medida proposta especifica que a palmatória não poderá ter mais de 60 centímetros de comprimento, 15 centímetros de largura e 19,05 milímetros de espessura. Além disso, o uso da palmatória tem o limite máximo de três palmadas. 

"O estudante será levado para um escritório de porta fechada. O estudante vai colocar as mãos sobre os joelhos ou uma mobília e será atingido com a palmatória nas nádegas", lê-se ainda. 

A legalidade de punições corporais no Estados Unidos muda de Estado para Estado, que podem escolher a sua própria medida, sendo que a prática é - de acordo com uma decisão do Supremo em 1977 - constitucional. Em Novo México, por exemplo, é proibido usar punições corporais desde 2011.
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