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Correio da Manhã

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Papa critica arrogância e ambição e defende a partilha

Pontífice falou durante a missão do Corpus Christi no bairro romano de Casal Bertone.
23 de Junho de 2019 às 19:33
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O papa Francisco insurgiu-se este domingo  contra a arrogância, a ira e a ambição, apelando para que os crentes partilhem com os demais, durante a missão do Corpus Christi, a que presidiu no bairro romano de Casal Bertone.

"É triste ver com que facilidade hoje se maldiz, de deprecia, se insulta. Tomados por um arrebatamento excessivo, não conseguimos aguentar e descarregamos a ira com qualquer um e por qualquer coisa", lamentou o papa.

O pontífice argentino disse ainda que, "com frequência, infelizmente, aquele que grita mais e com mais força, o que está mais zangado, parece que tem mais razão e recebe a aprovação dos outros", pelo que, apelou Francisco, as pessoas não devem deixar-se "contagiar pela arrogância" e pelas queixas.

Jorge Bergoglio observou ainda que as pessoas procuram continuamente "aumentar o que ganham", mas perguntou em seguida com que propósito: "Dar ou ter? Partilhar ou acumular?"

O papa sublinhou que "a 'economia' do evangelho multiplica compartilhando, nutre distribuindo, não satisfaz a voracidade de alguns poucos, mas dá vida ao mundo".

Assim, em face da arrogância, do egoísmo, da ira e da ambição, Francisco apostou na necessidade dos seres humanos levarem à prática dois verbos "essenciais para a vida do dia-a-dia: dizer e dar".

Duas ações necessárias nas sociedades atuais, famintas de "amor e de atenção", que sofrem "a degradação e o abandono", e nas quais há tantas "pessoas idosas e sozinhas, famílias em dificuldade", e "jovens que lutam com dificuldade para ganhar o pão e alimentar os seus sonhos".

A celebração do Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV em 1264, na sequência do chamado "milagre de Bolsena".

Em 1263, um sacerdote da Boémia, Pedro de Praga, deslocava-se para Roma quando parou perto da localidade de Bolsena para celebrar missa. O padre tinha dúvidas sobre a presença real de Cristo na eucaristia e pediu a Deus um "sinal".

De repente, segundo a tradição católica, algumas gotas de sangue saíram da hóstia consagrada, caindo sobre o corporal, o lenço de linho que é estendido no altar e onde se colocam a hóstia e o cálice na cerimónia da eucaristia.

A missa terminou pouco depois das 19h00 locais (18h00 em Lisboa) e foi seguida por uma procissão pelas ruas do bairro romano, conduzida pelo cardeal de Roma, Angelo de Donatis.
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