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Papa critica pena de morte perante plano dos EUA para transmitir execução ao vivo

Declaração do chefe da igreja católica surge depois de o Departamento de Defesa dos EUA ter anunciado que pretende transmitir o fuzilamento de Nidal Malik Hasan, agendado para 3 de dezembro.

10 de outubro de 2026 às 22:58

O Papa Leão XIV reiterou, este sábado, que a pena de morte é "inadmissível", defendendo que a justiça e a segurança pública podem ser mantidas por sistemas de detenção sem retirar a possibilidade de redenção aos condenados. Isto, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dado apoio público da transmissão ao vivo da execução por fuzilamento de um homem.

A declaração do chefe da igreja catolica, publicada na rede social X por ocasião do Dia Mundial contra a Pena de Morte, surge um dia depois de o Departamento de Defesa dos EUA ter anunciado que pretende transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan - autor do massacre de Fort Hood, em 2009 - agendada para 3 de dezembro.

"O bem comum pode ser salvaguardado e os requisitos da justiça podem ser atendidos sem recorrer à pena capital: sistemas eficazes de detenção foram desenvolvidos que protegem os cidadãos ao mesmo tempo em que não privam completamente os culpados da possibilidade de redenção", escreveu Leão XIV.

A posição de Leão XIV dá continuidade à alteração feita pelo Papa Francisco em 2018 ao Catecismo da Igreja Católica, que passou a considerar a pena de morte inadmissível em todas as circunstâncias, enfatizando a dignidade inviolável da pessoa humana.

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