Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
7

Papa evitou referir drama dos rohingya em Myanmar

Em reunião com Aung San Suu Kyi, o Sumo Pontífice iludiu o tema dos massacres para evitar represálias dos militares.
Francisco J. Gonçalves 29 de Novembro de 2017 às 08:58
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
Papa Francisco e Aung San Suu Kyi
O Papa Francisco encontrou-se esta terça-feira com a líder civil de Myanmar, Aung San Suu Kyi, mas evitou falar explicitamente da violência contra a minoria islâmica rohingya, comunidade que não é reconhecida pelo regime militar do país.

Num discurso após a reunião mais aguardada da visita à antiga Birmânia, Francisco disse, contudo, que o país só tem futuro "se respeitar a dignidade e os direitos de cada membro da sociedade e se respeitar os grupos étnicos e a sua identidade".

Indo ainda mais longe na alusão aos rohingya, que a ONU considera alvo de "limpeza étnica", o Papa frisou que "as diferenças religiosas não devem ser fonte de divisões e desconfiança, mas de força e unidade".

Suu Kyi referiu também o problema por meias palavras ao falar da "situação em Rakhine", estado onde vivem os rohingya, e salientou a "erosão da confiança entre diferentes comunidades" causada por "questões sociais e políticas antigas" que o seu governo, assegurou, está empenhado em solucionar.

A ausência de referências aos massacres desiludiu ativistas e os muitos refugiados rohingya que escaparam para o Bangladesh (mais de 600 mil desde agosto). "Se não nos defende durante a visita ao nosso país torna-se espectador do nosso sofrimento", afirmou Mayyu Ali, refugiado no Bangladesh.

"Os rohingya foram despojados de tanta coisa mas o nome, pelo menos, deve ser respeitado", disse Phil Robertson, da Human Rights Watch.
Ver comentários