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Correio da Manhã

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Papa Francisco assegura que não é marxista

Sumo Pontífice dá entrevista onde reflete sobre assuntos como a fome no mundo, a infância, o diálogo com outras religiões.
15 de Dezembro de 2013 às 11:14
Papa Francisco
Papa Francisco FOTO: Reuters

O papa Francisco assegura que não é marxista, mas afirma que não se sente ofendido quando o denominam como tal, numa entrevista publicada este domingo pelo ‘La Stampa', na qual se mostra preocupado com a "tragédia da fome no mundo".     

"A ideologia marxista está equivocada, mas na minha vida conheci muitos marxistas boas pessoas, por isso não me sinto ofendido", reconhece o papa.

Francisco reafirma que a mulher na Igeja tem de ser "valorizada, não clericalizada" e que a reforma do banco do Vaticano "vai pelo caminho justo". 

Mas para o papa, a maior preocupação é "a tragédia da fome no mundo", que defende ter solução com a cooperação de todos, pelo que insta a "dar de comer aos esfomeados".

Neste sentido, Francisco assegura que, com os alimentos desperdiçados diariamente, se poderia dar de comer a muitas pessoas e fazer com que as criaças que choram de fome o deixem de fazer.

"No mundo temos comida suficiente para acabar com a fome. Se trabalhamos com as associações humanitérias e nos pormos de acordo em não desperdiçar comida, fazendo chegar alimentos a quem precisa, teremos contribuido para resolver a tragédia da fome no mundo", refere o papa.

A entrevista publicada pelo diário italiano ‘La Stampa' está centrada no Natal e é a primeira do argentino Jorge Bergoglio como papa. Na entrevista, Francisco também reflete sobre assuntos como a fome no mundo, a infância, o diálogo com outras religiões, o futuro da igreja ou a economia.

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