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Correio da Manhã

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Papa larga bomba em Regensburg

Bento XVI largou uma ‘bomba’ durante o discurso que proferiu na Universidade de Regensburg. Desde domingo que o Papa se tem debruçado sobre as questões da fé e da razão, alertando para o desencontro do Ocidente com Deus. Só que, desta vez, desmontou alguns ‘desvios’.
13 de Setembro de 2006 às 00:00
A propósito da guerra santa, socorreu-se de uma discussão entre o imperador bizantino e um intelectual persa, acerca do Cristianismo e do Islão, ocorrida no século XIV: “Mostra-me o que Maomé trouxe de novo e só vês coisas más e desumanas, tal como a sua ordem de espalhar pela espada a fé que pregava.” Com esta citação do imperador, o Papa quis deixar claro que a difusão da fé pela violência é irracional. E é irracional, porque a fé é fruto da alma e não do corpo. Quem quiser conduzir alguém à fé tem de falar bem e raciocinar correctamente, nunca pela violência ou ameaça. Ou seja, a razão é que convence, não a força. Deus é a razão criadora e, como tal, temos de ter coragem para nos abrir à razão, sem medo das questões que levanta, sublinhou. A visita de Bento XVI prossegue hoje com uma agenda singular. O Papa tirou o dia para si. Almoça com o irmão e visita o cemitério onde estão enterrados os pais. l
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