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Correio da Manhã

Mundo
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Papa recebe grupo de refugiados rohingya

Francisco rompeu o silêncio que manteve em Myanmar e falou da minoria perseguida.
Francisco J. Gonçalves 2 de Dezembro de 2017 às 09:58
Francisco encontrou-se com 12 homens e quatro mulheres rohingya que fugiram aos massacres em Myanmar
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Francisco encontrou-se com 12 homens e quatro mulheres rohingya que fugiram aos massacres em Myanmar
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Francisco encontrou-se com 12 homens e quatro mulheres rohingya que fugiram aos massacres em Myanmar
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
Papa Francisco à chegada ao Bangladesh
O Papa Francisco disse esta sexta-feira, por fim, a palavra ‘proibida’. Num encontro, em Dakha, com refugiados muçulmanos que fugiram aos massacres em Myanmar, o Sumo Pontífice católico usou a palavra ‘rohingya’ para dizer, num improviso: "A presença de Deus hoje também se chama rohingya".

O encontro com o grupo de 16 refugiados daquela minoria muçulmana, parte dos mais de 600 mil que escaparam de Myanmar para o Bangladesh desde agosto, aconteceu durante um encontro de paz inter-religioso no arcebispado católico de Dakha.

Depois de escutar testemunhos dramáticos dos refugiados, o Papa afirmou: "Em nome dos que vos perseguem, dos que vos magoaram, peço perdão. Acima de tudo, pela indiferença do Mundo, eu apelo ao vosso coração enorme para que nos conceda o perdão".

Recorde-se que durante os três dias de visita a Myanmar o Papa desiludiu muitos observadores por não referir o massacre dos rohingya, não tendo mesmo usado a palavra que define essa comunidade.

A justificação terá sido evitar retaliações do regime militar da antiga Birmânia, que não reconhece direitos de cidadania aos rohingya e desmente os massacres de que é acusado pela ONU.

PORMENORES 
Testemunho de sofrimento
Uma das quatro mulheres rohingya recebida pelo Papa contou-lhe que ela e uma dezena de outras mulheres foram raptadas por soldados de Myanmar, violadas e torturadas. Conta ainda que na fuga para o Bangladesh viu pilhas de "cadáveres apodrecidos".

Ordenação de padres
O Papa celebrou uma missa campal para mais de 100 mil pessoas em Dhaka durante a qual ordenou novos padres católicos. O parque Suhrawardy Udyan alberga um monumento e um museu que celebram a independência do país, em 1971.
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