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Correio da Manhã

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Papa rezou na urna de João Paulo II

O Papa Bento XVI rezou ontem perante o túmulo de João Paulo II, nas catacumbas do Vaticano, assinalando a data em que se cumpriram 30 dias desde a morte do seu antecessor.
3 de Maio de 2005 às 00:00
Durante a manhã, na sua capela privada, o novo chefe da Igreja Católica começou por presidir a uma celebração eucarística em memória de Karol Wojtyla, o homem que o antecedeu no ministério pontificial. Refira-se que monsenhor Stanislao Dwiwicz, secretário de longa data de João Paulo II, participou na eucaristia celebrada por Bento XVI.
Posteriormente, ao fim da tarde, o Papa rezou diante do túmulo de João Paulo II, na sequência de uma decisão de todos os cardeais que participaram no Conclave, no passado dia 18 de Abril, de se deslocarem em conjunto até à urna do Papa polaco, por forma a homenagearem-no um mês após a sua morte.
Recorde-se que, desde que foi eleito Papa, Bento XVI evocou a memória de João Paulo II em todos os actos públicos em que participou, incluindo as homilias e alocuções. O Papa João Paulo II está enterrado a poucos metros do túmulo do apóstolo Pedro, no subsolo da Basílica de São Pedro e, desde que foi permitido o acesso aos fiéis, vários milhares de pessoas têm-se deslocado ao local para visitar a sua tumba e rezar perante ela.
APELO CONTRA CASAMENTOS ENTRE 'GAYS'
O presidente do Conselho Pontifício para a Família no Vaticano, cardeal Alfonso Lopez Trujillo, condenou ontem a Espanha por permitir casamentos entre homossexuais e adopções de crianças por casais do mesmo sexo e apelou a todos os cristãos em todo o mundo para se oporem a tais uniões.
O cardeal Trujillo considerou que a recém-aprovada lei destrói a instituição do casamento e classificou a adopção de crianças por casais do mesmo sexo uma ‘violência moral’ contra as crianças, já que que ela deturpa a sua personalidade e põe em causa a sua estabilidade emocional.
O presidente do Conselho Pontifício para a Família voltou a apelar aos funcionários públicos para se tornarem objectores de consciência e se recusarem a celebrar casamentos entre homossexuais ou permitir adopções de crianças por casais ‘gays’. Alguns presidentes de Câmara em Espanha já anunciaram que não vão celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo.
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