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Papa pede que se respeite a dignidade do trabalho

Pontífice falou sobre este tema depois de saudar os membros da associação Meter.
1 de Maio de 2016 às 13:25
O papa Francisco falava na Praça de São Pedro, no Vaticano
O papa Francisco falava na Praça de São Pedro, no Vaticano FOTO: Alessandro Bianchi/Reuters
O Papa Francisco apelou este domingo, Dia do Trabalhador, a um "modelo de desenvolvimento que tenha em conta a dignidade humana" e que respeite as normas sobre o trabalho.

O sumo pontífice recordou que segunda-feira começa em Roma uma conferência internacional sobre o mercado laboral sob o lema "O desenvolvimento sustentável e as formas mais vulneráveis do trabalho".

"Espero que possa sensibilizar as autoridades, as instituições políticas e económicas e a sociedade civil para que se promova um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a dignidade humana, o pleno respeito das normas sobre o trabalho e o meio ambiente", defendeu Francisco.

Ainda nesta oração Regina Coeli, que substitui o Ángelus no período pascal, o Papa qualificou de "tragédia" os abusos sexuais cometidos contra menores e pediu para serem "castigados severamente" esses criminosos.

O Papa falou sobre este tema depois de saudar os membros da associação Meter, que lutam contra qualquer tipo de abusos a menores e que estavam este domingo na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Desde o início do seu pontificado que este Papa tem estado muito atento aos abusos cometidos por membros da Igreja contra menores e pediu inclusivamente perdão por esses atos.

Os conflitos armados no mundo estiveram novamente em destaque na intervenção papal, que falou na "espiral de violência" e "desesperada situação humana" que se vive na Síria, sobretudo em cidades como Alepo.

"Exorto a todas as partes implicadas no conflito para respeitarem o cessar-fogo e a reforçarem o diálogo em curso, a única via para a paz", afirmou desde a janela do apartamento apostólico e ante centenas de fiéis que o escutavam.

Na última semana registou-se uma onda de violência em Alepo, na Síria, com bombardeamentos a importantes infraestruturas como hospitais, um deles dos Médicos Sem Fronteiras e em que morreram cinquenta pessoas.
Francisco Dia do Trabalhador questões sociais Alepo
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