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Correio da Manhã

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Papademos põe fim a incertezas

Após cinco dias de incertezas e negociações pautadas por avanços e recuos imprevisíveis, a Grécia designou ontem um primeiro-ministro para encabeçar o governo interino de unidade nacional. Dado como certo na terça-feira e descartado no dia seguinte, Loucas Papademos, o prestigiado antigo vice-presidente do Banco Central Europeu foi, por fim, anunciado como chefe de governo. Mas não terminaram aí as incertezas.

11 de Novembro de 2011 às 01:00
Papademos exigiu acordo quanto a novo pacote de austeridade
Papademos exigiu acordo quanto a novo pacote de austeridade FOTO: Simela Pantzartzi/Epa

"O novo governo é um executivo de transição encarregado de aplicar o acordo de 26 de Outubro e as políticas que dele derivam", frisou Papademos, aludindo ao acordo com os parceiros europeus. O documento prevê que a Grécia receba 130 mil milhões de euros e o perdão de 50% da sua dívida a troco de mais austeridade.

O novo governo deverá ser empossado hoje, mas ontem, conseguida a custo a nomeação de Papademos após quatro horas de reuniões, havia ainda dúvidas, por exemplo, quanto ao seu mandato. Será até às eleições antecipadas marcadas para 19 de Fevereiro? Papademos não o confirmou.

Acresce que os três partidos da coligação disputam a liberdade de Papademos escolher o seu gabinete. Os socialistas do Pasok, do primeiro-ministro demitido Georgios Papandreou, o Nova Democracia, líder da oposição, e o nacionalista União Popular Ortodoxa (Laos), contestaram nomes e cargos, pelo que a única certeza era, ao final da tarde de ontem, a continuidade do ministro das Finanças, Evangelos Venizelos.

GRÉCIA GOVERNO CRISE PAPADEMOS
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