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Correio da Manhã

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Paquistaneses mortos pela NATO

Helicópteros e aviões da NATO atacaram na madrugada de ontem dois postos fronteiriços paquistaneses junto à fronteira com o Afeganistão, matando pelo menos 28 militares paquistaneses, num incidente que motivou já uma forte reacção do governo de Islamabad.
27 de Novembro de 2011 às 01:00
Paquistão encerrou imediatamente a fronteira aos camiões de abastecimento da NATO
Paquistão encerrou imediatamente a fronteira aos camiões de abastecimento da NATO FOTO: Arshad Arbab/Epa

As circunstâncias em que ocorreu o ataque são pouco claras. Sabe-se apenas que tropas da NATO e do Exército afegão estavam a participar numa operação contra a guerrilha taliban no lado afegão da fronteira quando foi pedido apoio aéreo. Em resposta, helicópteros de combate e aviões da NATO bombardearam dois postos do Exército paquistanês a cerca de 2,5 quilómetros da fronteira, causando pesadas baixas.

"É muito provável que o nosso apoio aéreo tenha atingido as posições paquistanesas. Desconhecemos o número de baixas, mas estamos a investigar", afirmou um porta-voz da Aliança. A reacção de Islamabad não se fez esperar, com o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani a condenar aquilo que considerou "um ataque à soberania paquistanesa". Como retaliação, Islamabad ordenou o encerramento imediata dos postos fronteiriços com o Afeganistão, por onde passa um terço dos abastecimentos da NATO.

Este foi o pior incidente do género desde o início da guerra no Afeganistão. Recorde-se que as relações entre o Paquistão e os seus aliados dos EUA e da NATO estão tensas desde o raide em território paquistanês que resultou na morte de Osama bin Laden, em Maio.

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