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Correio da Manhã

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Paquistão avisa elementos criminosos

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, considera que existem “elementos criminosos” por detrás dos violentos protestos contra a publicação de ‘cartoons’ de Maomé, que já causaram a morte a cinco pessoas no país, incluindo um rapaz de oito anos.
17 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Líderes conhecidos representados como diabos, no Paquistão
Líderes conhecidos representados como diabos, no Paquistão FOTO: Akhtar Soomro/EPA
Musharraf e o primeiro-ministro Shaukat Aziz condenaram, num comunicado, “as blasfemas caricaturas” e apelaram à calma da população. Ambos os líderes assinalam que alguns elementos criminosos e anti-sociais têm tirado partido desta crise para criar problemas. “O governo não permitirá que elementos criminosos e claros interesses tomem a Justiça nas suas mãos” afirmam Musharraf e Aziz no comunicado.
Recorde-se que durante toda a semana registaram-se manifestações violentas no Paquistão e, ainda ontem, cerca de dez mil pessoas desfilaram no centro da cidade de Carachi.
EUROPA CONDENA
Os protestos violentos foram igualmente condenados pelo Parlamento Europeu em Estrasburgo, nomeadamente os fogos postos em embaixadas de Estados-membros. Os deputados “deploram” o facto de alguns governos não terem sido capazes de evitar a violência e de terem aparentemente tolerado estes actos.
Numa resolução votada ontem, o Parlamento Europeu defendeu que a liberdade de expressão é um “valor fundamental”, mas salientou que esta deve ser exercida com “responsabilidade pessoal” e no respeito pelas sensibilidades de todos. O PE aconselha aos que se sentiram ofendidos pelas caricaturas a recorrerem aos tribunais.
Entretanto, o responsável pela diplomacia europeia, Javier Solana, esteve ontem em Ramallah, onde analisou a crise dos ‘cartoons’ com dirigentes palestinianos.
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