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Parlamento britânico vai a votos para decidir rumo do Brexit

Acordo de Saída da União Europeia negociado com Bruxelas foi rejeitado a 15 de janeiro.
Lusa 29 de Janeiro de 2019 às 09:59
Brexit Reino Unido
Theresa May
Os eleitores são chamados às urnas para responder à questão 'O Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?'
Brexit Reino Unido
Theresa May
Os eleitores são chamados às urnas para responder à questão 'O Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?'
Brexit Reino Unido
Theresa May
Os eleitores são chamados às urnas para responder à questão 'O Reino Unido deve permanecer como membro da União Europeia ou sair da União Europeia?'
O parlamento britânico vota esta terça-feira os planos do governo para sair do impasse criado pelo chumbo do Acordo de Saída da União Europeia ('Brexit') negociado com Bruxelas, rejeitado por uma margem de 230 votos a 15 de janeiro.

Não se trata, no entanto, da repetição do 'voto significativo' ao documento, que inclui uma declaração política sobre a relação futura entre as duas partes, mas um debate e uma consulta no parlamento sobre o chamado 'plano B'.

Na declaração submetida aos deputados, a primeira-ministra, Theresa May, reiterou o objetivo de tentar fazer passar um acordo pelo parlamento, identificando como principal problema a solução de salvaguarda, conhecida por 'backstop', para a Irlanda do Norte.

Assim, determinou como curso de ação explorar junto dos deputados do partido Conservador e do Partido Democrata Unionista (DUP) uma solução plausível e que respeite o acordo de paz para a Irlanda do Norte e evite uma fronteira física com a vizinha Irlanda.

Na declaração, May rejeitou descartar o cenário de saída sem acordo a 29 de março, através de uma prorrogação ou revogação do artigo 50.º do Tratado europeu, alegando que tal obrigaria o país a realizar eleições europeias em maio ou implicaria a permanência na UE.

A "moção" é aberta a alterações e 18 foram submetidas, sugerindo desde a realização de uma série de votos no parlamento sobre as diferentes opções à criação de uma assembleia popular para contribuir para as negociações.

A mais proeminente no sentido de evitar uma saída desordenada foi avançada pela deputada trabalhista Yvette Cooper, que recebeu o apoio transversal de deputados da oposição e do partido Conservador.
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