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Parlamento Europeu pede medidas para evitar desigualdades devido à Covid-19 no ensino à distância

Exigência passa por Comissão invistir em equipamentos digitais e na formação dos professores.
Lusa 22 de Outubro de 2020 às 12:30
Parlamento Europeu
Parlamento Europeu FOTO: IStockPhotos
O Parlamento Europeu exigiu hoje medidas ao nível da União Europeia (UE) para evitar "discrepâncias graves" no ensino à distância devido à pandemia de covid-19, exigindo que a Comissão invista em equipamentos digitais e na formação dos professores.

Numa resolução esta quinta-feira aprovada no âmbito da sessão plenária que decorre em Bruxelas -- por 593 votos a favor, 58 contra e 36 abstenções --, os eurodeputados defendem que a redução do fosso digital deve ser uma prioridade da UE, nomeadamente perante o aumento das desigualdades causado pela pandemia nos últimos meses.

No documento, os eurodeputados deploram as "discrepâncias graves" na aprendizagem a nível da UE durante o confinamento, patentes no facto de, em alguns Estados-membros, até 32% dos alunos não terem tido acesso à educação durante vários meses.

Por isso, a assembleia europeia considera que a Comissão Europeia deve investir na conectividade e equipamento digital, particularmente em áreas rurais, e ainda na formação de professores para utilização de tecnologia.

Numa altura em que a Europa enfrenta uma subida acentuada no número de infeções, os eurodeputados vincam que tal investimento deve servir para evitar problemas semelhantes nesta segunda vaga da pandemia, em que o ensino poderá de ser realizado à distância em algum momento.

Na resolução hoje aprovada, o Parlamento Europeu exorta, ainda, os Estados-membros a utilizarem os fundos disponíveis no âmbito do Fundo de Recuperação para responder à crise gerada pela covid-19 para estimular o investimento na educação.

Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) referem que, durante a primeira vaga de covid-19, mesmo nos países mais desenvolvidos do mundo, 10% dos alunos não tiveram acesso à educação digital.

De acordo com a mesma organização, menos de 25% dos países de baixo rendimento ofereceram algum tipo de aprendizagem à distância.

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